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Natalia, a nova lei da Colômbia para endurecer as penas dos ataques com ácido

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REUTERS

Este tipo de crime, uma tragédia que parece ter virado moda no país, será a partir de agora punido com penas entre 12 e 50 anos de prisão

Em apenas dois anos, 222 pessoas foram atacadas com ácido na Colômbia. Um número que se alarga a 628 vítimas - maioritariamente mulheres - se se considerarem os últimos seis anos. O crime terá a partir de agora um enquadramento legal específico no país, já que o presidente Juan Manuel Santos promulgou na segunda-feira uma lei que aumenta as penas por ataques com agentes químicos, ácido ou substâncias similares.

“É preciso pôr fim a esta tragédia, porque é uma verdadeira tragédia o que os colombianos têm assistido nestes casos”, declarou o presidente durante um evento no Palácio de Nariño, em Bogotá.

De acordo com o novo diploma, este tipo de ataque será punido com penas entre os 12 e os 50 anos de prisão, com mão particularmente pesada se a vítima for mulher ou menor de idade.

Aprovada pelo Senado em novembro, a cerimónia para assinalar a entrada em vigor da nova lei contou com a presença de várias vítimas. Entre elas esteve Natalia Ponce De León, agredida em 2014 com ácido e que ficará com sequelas e cicatrizes faciais para o resto da vida.

Envolvida num dos casos que mais impressionou o país, Natalia mostrou o rosto pela primeira vez publicamente. Recentemente tinha aceitado falar sobre o episódio, declarando ter perdoado o agressor, um amigo de juventude com quem diz nunca ter tido outro tipo de relação, nem saber justificar a razão para o ataque. Como símbolo destes casos, o nome de Natalia batizou também a lei agora promulgada.