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Mulheres forçadas a trabalhar em bordéis não foram “escravas sexuais”

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Getty Images

Mais uma declaração a propósito do caso que envolve o Japão e a Coreia do Sul e que está relacionado com a Segunda Guerra Mundial

O ministro dos Negócios Estrangeiros japonês Fumio Kishida disse esta segunda-feira que as mulheres obrigadas a trabalhar em bordéis militares japoneses durante a Segunda Guerra Mundial não devem ser chamado escravas sexuais.

“A designação ‘escravas sexuais’ não coincide com os factos”, disse Kishida, citado pelo “Japan Times”.

Durante a Segunda Guerra Mundial, cerca de 200 mil mulheres foram tornadas escravas sexuais para os soldados japoneses, a maioria delas oriunda da Coreia do Sul, mas também da China, Indonésia, Filipinas e Taiwan.

No final de dezembro, o Japão e a Coreia do Sul chegaram a um acordo depois de o Governo japonês ter reconhecido a responsabilidade do país nesta matéria, expressando remorsos e comprometendo-se a disponibilizar um fundo de mil milhões de ienes (cerca de sete milhões de euros) para ajudar as vítimas.

Na altura, o mesmo ministro dos Negócios Estrangeiros foi porta-voz desta intenção: “O primeiro-ministro do Japão pede desculpas do fundo do coração a todos os que sofreram e que ficaram com marcas que são difíceis de curar física e mentalmente”, disse, ao explicar que a verba se destina a recuperar a “dignidade” e a “honra” das vítimas.