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Estado Islâmico corta salários para metade

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reuters

“Devido às circunstâncias excecionais que o Estado Islâmico está a enfrentar, foi decidido cortar os salários dos mudjahedine em metade do seu valor”, lê-se no comunicado do Daesh revelado pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos

O autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) anunciou a sua intenção de reduzir para metade os salários dos seus membros na Síria e no Iraque, revelou esta terça-feira o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

O grupo de monitorização do Observatório, com sede na Grã-Bretanha, mas que mantém uma rede de ativistas, médicos e combatentes um pouco por toda a Síria, e publicou o que diz ser uma declaração da organização extremista a anunciar os cortes salariais.

"Devido às circunstâncias excecionais que o Estado Islâmico está a enfrentar, foi decidido cortar os salários dos mudjahedine em metade do seu valor", lê-se no comunicado árabe, segundo o qual "ninguém ficará isento, independentemente da posição que ocupe".

A distribuição de ajuda alimentar continuará a ter lugar duas vezes por mês, mas os combatentes sírios da organização vão ver os seus salários passar dos 400 para os 200 dólares mensais, enquanto os combatentes estrangeiros, que ganhavam o dobro, passarão a receber 400 dólares em vez dos anteriores 800, segundo Rami Abdel Rahman, do Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

O grupo extremista, que em junho de 2014 proclamou um califado nas zonas sob o seu controlo no Iraque e na Síria, esforça-se por manter funcional um Estado de pleno direito, com instituições governamentais, hospitais e escolas e pagamento de impostos.

A situação financeira com que tem agora de lidar pode ser resultante da intensificação dos ataques aéreos às suas infraestruturas petrolíferas na Síria e no Iraque, uma vez que a coligação liderada pelos Estados Unidos bombardeia instalações da organização em ambos os países, havendo ainda aviões de guerra russos a atacar os jiadistas na Síria.