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Expresso

Internacional

Governo desmente morte de um segundo português no Burkina Faso

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OUOBA AHMED / EPA

Autoridades burquinenses davam conta de dois portugueses entre as vítimas do atentado terrorista da semana passada, mas a Secretaria de Estado das Comunidades confirma apenas a morte de António Oliveira Basto

A Secretaria de Estado das Comunidades desmente a morte de um segundo cidadão português no ataque terrorista ocorrido na madrugada de sábado na capital do Burkina Faso, que fez pelo menos 29 vítimas mortais, de oito nacionalidades.

Entre as vítimas do atentado perpetrado pela Al-Qaeda no Magrebe Islâmico está o português António de Oliveira Basto, de 52 anos, natural do Porto e que residia em França desde os sete anos. O português trabalhava numa empresa de transportes francesa, que estava desde o início do mês a trabalhar num projeto no Burkina Faso.

O Ministério do Interior deste país deu conta de dois portugueses entre as vítimas do atentado, mas o Governo português desmente a informação. "Houve uma confusão na contagem das vítimas, mas oficialmente não há nenhuma outra vítima portuguesa, além de António Oliveira Basto", garante o assessor do secretário de Estado das Comunidades, ressalvando, no entanto, que há ainda sete corpos por identificar.

A secretaria de Estado das Comunidades tem conhecimento de vários portugueses que se encontravam no Burkina Faso na altura do atentado, nomeadamente trabalhadores de duas empresas nacionais de construção civil, que estão a trabalhar em projetos no país africano.

Um outro português, consultor da União Europeia, também se encontrava em Uagadugu, a capital do país, a poucos metros do local onde ocorreu o atentado, tendo escapado ileso.

O Hotel Splendid e o restaurante Cappuccino, habitualmente frequentado por estrangeiros, foram os alvos do atentado terrorista, que vitimou pelo menos 29 pessoas, entre as quais quatro canadianos, três ucranianos, dois franceses, dois suíços, um holandês e um português.