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Buscas casa a casa por três americanos raptados em Bagdade

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Os Estados Unidos adiantam pouca informação e não se sabe quem é responsável pelo rapto de três civis americanos, ocorrido durante o fim de semana

As forças da ordem iraquianas fecharam estradas e estão a levar a cabo buscas casa a casa, esta segunda-feira, pelos três civis americanos raptados durante o fim de semana. Tudo indica que o sequestro tenha ocorrido quando se encontravam em casa do seu intérprete no bairro de Dora, no sul de Bagdade.

As informações quanto às circunstâncias são, contudo, algo contraditórias. Um polícia de Dora, citado pela agência Associated Press, disse que o sequestro ocorreu no sábado, quando os presumíveis reféns se encontravam a viajar de carro, numa autoestrada no sudoeste de Dora, em direção ao aeroporto internacional da capital iraquiana. Mas a embaixada norte-americana no Iraque confirmou apenas que “diversos” cidadãos americanos desapareceram no país.

“Estamos a trabalhar em total colaboração com as autoridades iraquianas para localizar os americanos desaparecidos”, disse o porta-voz da embaixada, Scott Boltz. Os Estados Unidos não deram indicações sobre a identidade dos sequestrados nem sobre o que estavam a fazer no país. “A segurança dos americanos no estrangeiro é a nossa mais alta prioridade”, afirmou o porta-voz do departamento de Estado, John Kirby.

Ocorrido numa altura em que as condições de segurança na capital iraquiana se têm vindo a deteriorar, o sequestro não foi reivindicado. Tanto o autodenominado Estado Islâmico (Daesh) como milícias xiitas e gangues de criminosos têm levado a cabo raptos, muitas vezes para pedirem resgates ou devido a disputas relativas a atividades empresariais.