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Morreu um dos voluntários que participava num teste a medicamento da Bial

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POLÉMICA. Fármaco da Bial estava a ser testado no laboratório francês Biotrial

THOMAS BREGARDIS/EPA

O indivíduo encontrava-se em estado de morte cerebral. Os outros cinco voluntários que participaram no ensaio clínico estão internados no hospital universário de Rennes, em França. Encontram-se em estado estável

Um dos voluntários que participou num ensaio clínico em França promovido pelo laboratório português Bial morreu este domingo, de acordo com a agência France Presse, que cita fonte hospitalar. "O paciente em estado de morte cerebral morreu ao meio-dia", disse o hospital em comunicado.

Quanto aos outros cinco voluntários internados na sequência do ensaio clínico, o seu estado "permanece estável", acrescentou a mesma fonte. Na sexta-feira, o diretor de neurologia do hospital de Rennes já tinha dito que três dos homens estavam com problemas neurológicos que podiam ser irreversíveis.

Na semana passada, seis voluntários entre os 28 e os 49 anos foram hospitalizados na cidade francesa de Rennes, depois de terem participado num ensaio clínico para testar uma nova molécula do laboratório da portuguesa BIAL. De acordo com Marisol Touraine, ministra da Saúde francesa, os voluntários terão recebido uma dose mais elevada da substância experimental.

O ensaio em causa já envolveu 108 voluntários em França desde junho de 2015, tendo sido administrado o analgésico a 90 indivíduos (os restantes tomaram um placebo). Até agora não tinham sido registadas quaisquer reações adversas, moderadas ou graves. O grupo dos seis voluntários em causa foi o último a participar nos testes e todos começaram a tomar o fármaco a 8 de janeiro.

O ensaio estava ainda na fase I, ou seja, na fase em que os tratamentos são aplicados apenas a indivíduos saudáveis, depois de terem sido testados em animais.

A farmacêutica assegurou que o desenvolvimento da nova molécula segue desde o início todas as práticas internacionais e que o ensaio foi aprovado pelas autoridades francesas e pela comissão de ética em França, tendo sido realizados testes e ensaios pré-clínicos, nomeadamente na área da toxicologia.