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Morreu no Burkina Faso a quarta vítima portuguesa em atentados jiadistas

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A quarta vítima portuguesa dos jiadistas morreu neste hotel num ataque ao fim da noite de sexta-feira, 15 de novembro

WOUTER ELSEN/ REUTERS

Maria da Glória, a primeira portuguesa morta num atentado jiadista morreu a 26 de junho passado. Depois, a 13 de novembro os terroristas mataram Manuel e Précília em Paris. Na madrugada de sábado, no Hotel Splendid, em Ouagadougou morreu um homem de 51 anos. Era português e vivia em França

Os quatro portugueses mortos em atentados jiadistas estavam em locais que muitas vezes são associados ao descanso e/ou lazer. Hotéis, museus, concertos, restaurantes, praias, são espaços em que todos nos sentíamos a salvo de ameaças até há bem pouco tempo. Mas foi em espaços como estes que, numa sexta-feira de 2015, morreram Maria da Glória, Manuel, Précília.

A quarta vítima, o homem que foi morto no Hotel Splendid, na capital do Burkina Faso, ao fim da noite da terceira sexta-feira de 2016, tinha 51 anos, era casado com uma francesa, e vivia em França. O jornal Correio da Manhã diz que se chamava António Basto.

Précília Correia, 35 anos, morreu a 13 de novembro em Paris

Précília Correia, 35 anos, morreu a 13 de novembro em Paris

Precília Correia, 35 anos, morreu a 13 de novembro de 2015 quando assistia ao concerto da banda Eagles of Death Metal, em Paris. Até à madrugada deste sábado era a terceira e última vítima portuguesa de atentados jiadistas.

Nessa sexta-feira saiu alegre para assistir a um concerto de uma banda norteamericana no salda do ‘La Bataclan’, que foi tomada de assalto pelos terroristas. Filha de pai português e mãe francesa, trabalhava numa loja da Fnac na capital francesa.

Maria da Glória foi uma das vítimas deste atentado na praia de Sousse, a 26 de junho

Maria da Glória foi uma das vítimas deste atentado na praia de Sousse, a 26 de junho

© Zohra Bensemra / Reuters

Maria da Glória era professora de música e morreu no 5º dia das suas férias. Estava na Tunísia, em Sousse, em memória do marido, das férias felizes que ali passaram os dois. Era a primeira viagem que esta mulher de 76 anos fazia depois de ter ficado viúva há dois anos.

Chegou a Sousse a 22 de junho e morreu na sexta-feira, dia 26, vítima de um brutal atentado reivindicado pelo Daesh [autoproclamado Estado Islâmico], que fez 38 vítimas.

Manuel Dias era motorista. Morreu no exterior do Estádio de França, a 13 de novembro de 2015

Manuel Dias era motorista. Morreu no exterior do Estádio de França, a 13 de novembro de 2015

FRANCK FIFE/AFP/Getty Images

Manuel Colaço Dias tinha acabado de levar três pessoas ao Estádio de França, para assistirem ao jogo particular de futebol entre França e Alemanha. Morreu numa das explosões que ocorreram junto ao recinto desportivo, na noite de sexta-feira, 13 de novembro de 2015.

Alentejano do concelho de Mértola, tinha 63 anos e residia em França há 45 anos, com a mulher e os dois filhos, um rapaz com 28 anos e uma rapariga com 30. A filha tinha viajado para Portugal com a mãe para tratar dos papéis para o casamento.

Em França, trabalhava como motorista de uma empresa de transportes e turismo.