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Irão. Novas sanções a cidadãos e empresas

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Estados Unidos anunciaram a imposição de novas restrições a cidadãos iranianos e empresas do país devido ao seu envolvimento no programa balístico iraniano

Helena Bento

Jornalista

Um dia depois de terem sido levantadas as sanções internacionais impostas ao Irão, os Estados Unidos anunciaram a imposição de novas restrições a onze cidadãos iranianos e empresas do país devido ao seu envolvimento no programa balístico iraniano. A notícia é avançada este domingo pelo "Washington Post".

As nova sanções foram anunciados assim que três dos cinco norte-americanos libertados por Teerão deixaram o país rumo à Suíça, refere o jornal norte-americano. Os cidadãos e a rede de empresas em causa, com sede nos Emirados Árabes Unidos e na China, foram incluídos na "lista negra" norte-americana por trabalharem na aquisição de componentes para mísseis balísticos iranianos, diz a Lusa, citando um comunicado do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

Levantamento das sanções impostas ao Irão

Depois de verificado o cumprimento das obrigações negociadas com os Estados Unidos e a União Europeia, na sequência do acordo nuclear internacional assinado em julho de 2014 com o grupo de aliados ocidentais P5+1, as sanções internacionais impostas ao Irão há 20 anos foram levantadas.

O Presidente do país, Hassan Rouhani, afirmou este domingo no Parlamento iraniano que o fim do embargo comercial e financeiro constitui "um ponto de viragem" para o país. Mais tarde, numa conferência de imprensa, o Presidente disse que instituições do Irão poderão "voltar a atrair os banco do mundo para fins monetários e financeiros".

De facto, espera-se que o levantamento das restrições impostas ao Irão, sobretudo aquelas que foram aplicadas pela União Europeia, consideradas as mais prejudiciais para o país (incluem transações financeiras e bancárias, seguros, o sistema SWIFT, petróleo, gás), facilitem o regresso do Irão aos mercados globais e favoreçam o crescimento da economia do país.

Também o Presidente Barack Obama congratulou-se este domingo com os "progressos históricos" feitos. "(...) Realizámos progressos históricos graças à diplomacia sem passar por uma nova guerra no Médio Oriente", declarou Obama, num comunicado transmitido pela televisão a partir da Casa Branca. "Isto demonstra o que podemos fazer com força, sabedoria, coragem e paciência", adiantou. Segundo Obama, "trabalhar com o Irão sobre o acordo nuclear permitiu" aos Estados Unidos "estar em melhor posição para enfrentar outros problemas".

Troca de prisioneiros negociada entre EUA e Irão

No sábado, quando se esperava que o acordo nuclear entrasse em vigor, o Irão anunciou a libertação de cinco prisioneiros norte-americanos, entre eles o correspondente do "Washington Post" Jason Rezaian, detido desde julho de 2014, acusado de espionagem em relação ao programa nuclear iraniano e colaboração com governos hostis. No mesmo dia, os Estados Unidos de sete cidadãos iranianos.