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A filha de António Basto teve um mau pressentimento. E ele foi morto pela Al-Qaeda do Magrebe

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António de Oliveira Basto, o homem morto pelo atentado terrorista na capital do Burkina Faso, estava a jantar no restaurante Cappuccino do Hotel Splendid

JOE PENNEY/REUTERS

Tinha 52 anos e não gostava de comida condimentada. Foi esta preferência do pai que fez Angélique, a filha de António de Oliveira Basto, temer o pior e sentir que o pai seria uma das vítimas do atentado terrorista contra o Hotel Splendid e o seu restaurante Cappuccino

António de Oliveira Basto tinha 52 anos e vivia em França. Na última sexta-feira, 15 de janeiro de 2016, teve o azar de estar a jantar com os seus colegas Arnaud Cazier e Eddie Touati no restaurante “Le Capuccino”, um local muito frequentado pelos estrangeiros que se encontravam em Ouagadougou, capital do Burkina Faso... quando o restaurante do Hotel Splendid foi alvo de um atentado terrorista.

António, que se encontrava no Burkina Faso ao serviço de uma empresa de transportes de Val-d'Oise, deveria regressar a França na próxima segunda-feira.

Angélique, uma das filhas de António, teve um mau pressentimento: “É estranho de explicar, mas eu tive um pressentimento. Estava convencida de que alguma coisa tinha acontecido. O meu Pai não gosta de comida picante; sabendo que aquele restaurante era frequentado por muitos europeus vieram, dentro de mim, algo me dizia que ele estava lá”, disse a jovem em declarações à “FranceInfo”.

Ainda há sete vítimas por identificar

Fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse ao Expresso que teve “acesso à lista [feita] pelo Procurador do Burkina Faso com o nome das vítimas: Só há uma vítima de nacionalidade portuguesa nessa lista que identifica 22 pessoas”.

O atentado da noite da última sexta-feira contra o Hotel Splendid e o seu restaurante provocou 29 mortos. Até às 17h30 deste domingo ainda permanecem por identificar sete corpos.

Longe vai o tempo em que os hotéis costumavam ser locais tranquilos e seguros. Em menos de sete meses, António de Oliveira Basto, é o segundo português a ser morto por terroristas nas instalações próximas de um hotel.

  • Al-Qaeda do Magrebe volta a atacar um hotel. 29 mortos e 150 feridos

    Terminou esta manhã o atentado terrorista na capital do Burkina Faso. O presidente francês, François Hollande, diz que o ataque que vitimou pessoas de 18 nacionalidades é um ato “odioso e cobarde ataque”. Em novembro, morreram 27 pessoas num atentado contra o Radisson na capital do Mali, país que faz fronteira com o Burkina Faso