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Internacional

Alemanha sugere imposto europeu sobre a gasolina para ajudar refugiados

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O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfang Schäuble deu entrevista ao diário Süddeutsche Zeitung onde sugere a criação de um imposto europeu sobre a gasolina para lidar com a crise dos refugiados

JULIEN WARNAND/ EPA

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, disse este sábado que se deve equacionar a hipótese de criar um imposto europeu sobre a gasolina para lidar financeiramente com a crise dos refugiados

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, sugeriu hoje a hipótese de um imposto europeu sobre a gasolina, caso seja necessário, para lidar financeiramente com a crise de refugiados, numa entrevista ao diário Süddeutsche Zeitung. "Se os orçamentos nacionais ou o orçamento europeu não forem suficientes, então poderemos fazer um acordo para criar, por exemplo, um imposto de um determinado nível por cada litro de gasolina", disse o ministro.

"Desse modo teríamos meios para uma resposta europeia à questão dos refugiados", afirmou, acrescentando que "a solução do problema não deve falhar por falta de recursos".

O ministro considerou que o sucedido em Colónia - uma série de ataques, incluindo abuso sexual, atribuídos a migrantes, na noite de Ano Novo - "reforça a pressão" para encontrar rapidamente "uma solução para o problema do controlo das fronteiras externas da União Europeia ". "É indiscutível", sublinhou.

"O problema deve ser resolvido no palco europeu. [...] Caso contrário, não será só a Alemanha a sofrer as consequências, como alguns parecem pensar, mas também os nossos vizinhos e os países dos Balcãs, como a Grécia, que serão afetados", acrescentou.

O ministro lamentou que "as coisas estejam a caminhar muito devagar na Europa", e afirmou apoiar plenamente os esforços da chanceler Angela Merkel para encontrar uma solução. "Eu apoio com toda a força das minhas convicções o que disse a chanceler: temos de resolver o problema ao nível das fronteiras exteriores da Europa."

Pois, se o problema não for resolvido a esse nível, "será nas fronteiras nacionais, e essa será a pior das soluções", pois a Europa ficará numa situação de crise ainda maior, acrescentou.