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O que já se sabe sobre o ensaio que correu mal com medicamento português

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THOMAS BREGARDIS / EPA

Medicamento está em fase de testes no laboratório francês da Biotrial, em Rennes. O Expresso confirmou que se trata de uma molécula desenvolvida pela farmacêutica portuguesa Bial, que ainda está a verificar o que sucedeu, já que noutros pacientes testados não houve problemas. A empresa portuguesa remeteu para mais tarde comentários sobre este assunto

O "Le Monde" relata que no total estariam oito pessoas no ensaio clínico. Seis receberam a molécula em desenvolvimento, as outras duas um placebo. Das seis, cinco ficaram em estado grave e uma em morte cerebral, tendo sido transportadas para o hospital de Rennes. O jornal regional “Ouest France” avança ainda que os participantes têm entre 30 e 50 anos de idade.

De acordo com a agência AFP, o ensaio incluía um produto analgésico à base de canábis, contudo o "Le Monde" indica que o mesmo não possui essa substância, ainda que essa informação não tenha sido confirmada oficialmente.

A ministra da Saúde francesa, Marisol Touraine, informou que os seis voluntários participavam no “ensaio clínico de um medicamento oral que está a ser desenvolvido por um laboratório europeu” em Rennes, no noroeste da França. A ministra acrescentou ainda que o incidente aconteceu esta quinta-feira e que devido à situação o ensaio foi suspenso, sendo que todos os voluntários foram chamados para serem submetidos a exames

Em comunicado, o Ministério dos Assuntos Sociais e da Saúde francês diz que “o ensaio foi realizado num estabelecimento privado autorizado, especializado na realização de ensaios clínicos, com o objetivo de avaliar a segurança, modo de emprego, tolerância e vantagens farmacológicas de uso desta molécula em voluntários saudáveis”.

O caso vai ser investigado pelo ministério público de Paris. A agência nacional de segurança do medicamento francesa (ANSM) também vai proceder a uma inspeção técnica.