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Ébola volta à Serra Leoa, um dia depois de ser declarado o fim da epidemia

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AFP

Responsável distrital de saúde de Magburaka pediu calma à população da região. Desde que foi identificado na África Ocidental há 40 anos, o vírus Ébola afetou 28.637 pessoas, sendo que 11.315 não sobreviveram à epidemia

Um dia depois de ter declarado oficialmente o fim da epidemia de ébola na África Ocidental, a Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou, esta sexta-feira, a morte de uma jovem estudante de 22 anos na Serra Leoa.

Segundo fontes oficiais e a OMS, a jovem fora internada num hospital de Magburaka, no norte do país, próximo da fronteira com a Guiné-Conacri, e acabou por morrer esta quinta-feira, depois de os testes terem confirmado que tinha ébola. Francis Langoba Kellie, porta-voz do Departamento de Segurança Nacional, também confirmou o caso.

A jovem, que estava de férias com a família, acabou por falecer em casa, sendo que a sua morte foi reportada ao hospital, que mais tarde confirmou as causas.

Augustine Junisa, responsável distrital de saúde de Magburaka, já informou que vão ser efetuados mais testes ao longo desta sexta-feira, que visam sobretudo avaliar se os familiares foram contaminados. A responsável apelou também à população da região, estimada em cerca de 40 mil habitantes, para que mantenha a calma.

A confirmação surgiu poucas horas depois da Organização Mundial de Saúde MS ter anunciado o fim da epidemia na África Ocidental. O vírus Ébola foi identificado nesta região pela primeira vez há quatro décadas, tendo afetado desde então um total de 28.637 pessoas e provocado a morte de 11.315.

A mais recente epidemia teve início em 2013 na Guiné-Conacri e propagou-se depois aos vizinhos Libéria e Serra Leoa - três países que concentraram 99% dos casos, com registo de alguns outros também na Nigéria e Mali.

Apesar de ter anunciado o fim da epidemia esta quinta-feira, a OMS admitiu que o balanço está subavaliado e advertiu que o risco persiste, dado que o vírus permanece em certos líquidos corporais de sobreviventes, nomeadamente no esperma, onde pode subsistir até nove meses.

Esta quarta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, não descartou a possibilidade de o vírus poder reaparecer “nos próximos anos”, mesmo que a sua amplitude e frequência devam “diminuir” com o tempo.