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Cinco em estado grave e um em coma após ensaio com medicamento português

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As seis vítimas estão internadas em Rennes

STEPHANE MAHE / Reuters

Ensaio clínico realizou-se em França. Molécula em causa é da farmacêutica portuguesa Bial. Governo francês já reagiu

Seis pessoas foram hospitalizadas em França em estado considerado grave, sendo que uma encontra-se em morte cerebral, no seguimento de um ensaio clínico ao qual se submeteram voluntariamente. A ministra da Saúde francesa, Marisol Touraine disse esta sexta-feira que se trata de um “acidente grave”.

O Expresso confirmou, entretanto, que se trata de uma molécula desenvolvida pela farmacêutica portuguesa Bial, que ainda está a verificar o que sucedeu, já que noutros pacientes testados não houve problemas. A farmacêutica portuguesa remeteu para mais tarde comentários sobre este assunto. De acordo com a agência AFP, o ensaio incluía um produto analgésico à base de canábis, o “Le Monde” diz que não.

Marisol Touraine informou que os seis voluntários participavam no “ensaio clínico de um medicamento oral que está a ser desenvolvido por um laboratório europeu” em Rennes, no noroeste da França. A ministra acrescentou ainda que o incidente aconteceu esta quinta-feira e que devido à situação o ensaio foi suspenso, sendo que todos os voluntários foram chamados para serem submetidos a exames.

O jornal regional “Ouest France” avança que os voluntários participavam num ensaio clínico com uma nova molécula, conduzido por um laboratório privado. O “Le Monde” relata que no total estariam no ensaio oito pessoas.

Na quinta-feira à noite, o Ministério dos Assuntos Sociais e da Saúde francês foi notificado sobre a situação, tendo anunciado em comunicado que os “seis voluntários foram hospitalizadas no Centro Hospitalar de Rennes na sequência deste incidente”.

“O ensaio foi realizado num estabelecimento privado autorizado, especializado na realização de ensaios clínicos, com o objetivo de avaliar a segurança, modo de emprego, tolerância e vantagens farmacológicas de uso desta molécula em voluntários saudáveis”, diz o comunicado divulgado esta sexta-feira.

O ministério público de Paris também já anunciou que vai ser aberta uma investigação sobre o caso.

  • O que já se sabe sobre o ensaio que correu mal com medicamento português

    Medicamento está em fase de testes no laboratório francês da Biotrial, em Rennes. O Expresso confirmou que se trata de uma molécula desenvolvida pela farmacêutica portuguesa Bial, que ainda está a verificar o que sucedeu, já que noutros pacientes testados não houve problemas. A empresa portuguesa remeteu para mais tarde comentários sobre este assunto