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Perdeu o marido num ataque do Daesh e processa o Twitter

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Reuters

“Sem o Twitter, o crescimento explosivo do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) não teria sido possível”, alega a viúva de Lloyd Fields, um soldado norte-americano que perdeu a vida no ano passado num ataque do grupo jiadista na Jordânia

Há vários meses que Lloyd Fields se encontrava em Amã. O soldado norte-americano treinava as forças de segurança locais, quando no passado dia 9 de novembro foi surpreendido por um ataque num bar do centro de treino da Polícia Internacional na capital jordana.

Foi um capitão da polícia - identificado como Anwar Abu Zaid - que abriu fogo contra as pessoas que se encontravam no local, causando a morte de Lloyd Fields.

Apesar de inicialmente as pistas apontarem para um ataque independente, o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) reivindicou mais tarde a autoria do atentado. Foi com base nesta descoberta que Tamara Fields - viúva do militar falecido - resolveu agir contra aquele que considera ser responsável - ainda que indiretamente - pela morte do marido: o Twitter.

“Sem o Twitter, o crescimento explosivo do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) não teria sido possível”, afirma Tamara Fields, citada pelo site “The Verge”.

A queixa - que deu entrada esta quarta-feira num tribunal na Califórnia - refere ainda uma declaração do diretor do FBI, James Comey, que afirmou que o Twitter foi utilizado como meio de recrutamento de jiadistas.

O Twitter já reagiu ao processo apresentado pela viúva, manifestando o seu pesar pela morte do militar, mas recusando a responsabilidade atribuída à rede social,

“Tal como todas as pessoas à volta do mundo, nós também estamos horrorizados com as atrocidades perpetradas pelos grupos extremistas e os seus efeitos na Internet. Ameaças violentas e promoção do terrorismo não merecem lugar no Twitter , assim como outras redes sociais”, disse um porta-voz do Twitter.

Segundo o mesmo responsável, a empresa trabalha com as autoridades com vista à identificação de casos de violação das regras da rede social.

Estima-se que 700 mil contas no Twitter estejam ligadas ao Daesh e que 30 mil cidadãos estrangeiros tenham sido recrutados pela organização terrorista através desta rede social.