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Internacional

Coreia do Sul reforça guerra psicológica contra a Coreia do Norte

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As novas medidas surgem após o regime do líder norte coreano, Kim Jong Um, ter anunciado a realização de testes de uma bomba H

Angência de Notícias Central da Coreia do Norte

Para além das mensagens de áudio transmitidas através de potentes altifalantes, a Coreia do Sul admite recorrer de novo aos painéis eletrónicos com mensagens para persuadir os vizinhos do norte

Em resposta à Coreia do Norte ter anunciado que testou a bomba H, a Coreia do Sul está a preparar uma escalada da guerra psicológica, que poderá incluir a colocação de painéis eletrónicos gigantes junto à fronteira para exibirem mensagens para contrariar o discurso oficial norte-coreano.

A Coreia do Sul já retomou, desde a passada sexta-feira, as emissões de áudio efetuadas através de potentes colunas de som também colocadas na zona de fronteira e o Ministério da Defesa anunciou esta quinta-feira que estão a ponderar também a reinstalação dos placards usados pela última vez em 2004.

“Demora alguns tempo a instalá-los porque os placards eletrónicos que usámos anteriormente foram desmantelados ou estavam velhos” disse Kim Min-seok, porta-voz do Ministério.
Kim frisou contudo que ainda não foi tomada uma decisão final sobre se irão mesmo avançar para a reinstalação dos placards.

Este tipo de estratégia levou anteriormente à escalada de confrontação entre os dois países. Em agosto passado, a vez anterior em que a Coreia do Sul efetuou as emissões de áudio, ocorreu mesmo troca de fogo de artilharia.

“Segundo os desertores que serviram na fronteira no norte, de início eles não acreditaram no que os altifalantes transmitiam, mas vieram a acreditar e a atravessarem então a fronteira, colocando as suas vidas em risco”, afirmou a Presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye. “O poder da verdade é a maior ameaça a um regime totalitário”, acrescentou.

“Venham até à República da Coreia” (Coreia do Sul) e “Coreia do Norte é um sítio difícil”, foram alguns dos slogans divulgados no passado através dos placards eletrónicos. Na "guerra de altifalantes" a nota dominante continua a ser o apelo à reunificação do país.