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“Charlie Hebdo”. Cartoon com criança síria morta gera indignação

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A publicação satírica francesa gerou uma vaga de críticas nas redes sociais devido a um desenho que aborda os ataques sexuais contra mulheres ocorridos na noite de Ano Novo em Colónia

“Repugnante”, “de mau gosto”, “racista” e “islamofóbico” são alguns dos adjetivos utilizados nas redes sociais para criticar o cartoon da última edição do “Charlie Hebdo”, posta à venda esta quarta-feira, que apresenta uma réplica da imagem que chocou o mundo – o cadáver do menino sírio de três anos, Aylan, caído à beira-mar numa praia turca – a acompanhar um desenho com dois homens a perseguirem lascivamente uma mulher.

“No que se teria tornado o pequeno Aylan se tivesse crescido?”, começa por questionar o cartoon da publicação satírica francesa, para logo dar a resposta: “Perseguidor de rabos da Alemanha”, numa alusão aos ataques sexuais contra mulheres ocorridos na noite de Ano Novo na cidade alemã de Colónia e atribuídos a refugiados e migrantes.

Algumas pessoas têm defendido que o cartoon tem de ser entendido como uma sátira em torno do modo como refugiados e migrantes surgem representados nos jornais tabloides, mas muito outros, com um diferente entendimento, têm expressado o seu choque e indignação.

O polémico cartoon foi publicado na semana seguinte à edição especial do aniversário do ataque levado a cabo por jiadistas às instalações do “Charlie Hebdo”, que causou 11 mortos.