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Republicanos lamentam que “eloquência” de Obama não corresponda aos factos

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MICHAEL REYNOLDS / LUSA

A resposta ao discurso chegou por via da governadora de Carolina do Sul, Nikki Haley, que, apesar de ter reconhecido que Obama “falou eloquentemente sobre grandes questões”, considerou que o historial do Presidente norte-americano “frequentemente ficou aquém do tom elevado das suas palavras”

O Partido Republicano dos Estados Unidos considera que os factos não correspondem à "eloquência" e ao "tom elevado" do Presidente Barack Obama no discurso do Estado da União, proferido nesta terça-feira à noite.

A resposta ao discurso chegou por via da governadora de Carolina do Sul, Nikki Haley, que, apesar de ter reconhecido que Obama "falou eloquentemente sobre grandes questões", porque "dá o melhor de si quando faz isso", considerou que o historial do Presidente norte-americano "frequentemente ficou aquém do tom elevado das suas palavras".

"Numa altura em que inicia o seu último ano no cargo, muitos norte-americanos ainda sentem os apertos de uma economia demasiado débil para aumentar o nível dos rendimentos. Temos uma dívida nacional demolidora, um plano de saúde que encareceu os seguros e distúrbios caóticos em muitas das nossas cidades", apontou.

Na sua intervenção, transmitida pela televisão após o último discurso do Estado da União de Obama diante do Congresso, Nikki Haley também classificou a atual ameaça terrorista como "a mais perigosa desde 11 de setembro de 2001".

"Este Presidente parece que não quer ou não é capaz de lidar com isso", afirmou a governadora republicana, para salientar depois que a Presidência de Obama termina em breve e que os Estados Unidos "terão a oportunidade de se mover numa nova direção".

Haley insistiu no argumento esgrimido por muitos republicanos de que os Estados Unidos não podem permitir "fronteiras abertas", que deve "travar-se a imigração ilegal" e que "nesta época de terrorismo, não se pode deixar entrar refugiados, cujas intenções não se podem determinar".

Por seu lado, o presidente do Partido Republicano, Reince Priebus, emitiu um comunicado em que lamenta que, após sete anos sob Administração de Obama, os Estados Unidos sejam "menos prósperos, menos seguros e menos livres" e criticou aqueles que são, a seu ver, "os fracassos e promessas por cumprir" do Presidente norte-americano.

"A única coisa que o Presidente deixou clara hoje [terça-feira] foi que os próximos dez meses vão consistir em garantir que lhe sucederá Hillary Clinton, que classifica a sua presidência falhada com um 'A' e quer levar para o nível seguinte a sua agenda esquerdista e divisionista", apontou.

Também o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Paul Ryan, lamentou que, "como é habitual", o Presidente "tenha tentado direcionar as perceções das pessoas em vez de enfrentar a realidade".

"Não teve uma resposta sobre como derrotar o Estado Islâmico. Se tudo fosse tão bom como ele disse que é, dois terços dos norte-americanos não diriam que o país vai pelo mau caminho", concluiu.

Por fim, o aspirante a candidato republicano nas eleições presidenciais deste ano e ex-governador da Florida Jeb Bush defendeu que Obama "vive num mundo à parte".