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Obama pressiona Congresso a levantar embargo a Cuba

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Evan Vucci / Getty Images

No discurso do ano passado, o Presidente norte-americano já tinha pedido ao Congresso para levantar o embargo económico contra Cuba, no quadro da reaproximação histórica entre os dois países iniciada em janeiro de 2015

Barack Obama instou o Congresso a levantar o embargo a Cuba, no seu último discurso do Estado da União, esta terça-feira (madrugada de qiuarta-feira em Lisboa).

"Cinquenta anos de isolamento de Cuba falharam em promover a democracia e fizeram-nos recuar na América Latina", afirmou o Presidente norte-americano, um ano depois do anúncio da histórica aproximação entre Washington e Havana lançada durante a sua Administração.

"É por isso que restaurámos as relações diplomáticas, abrimos a porta às viagens e ao comércio, e posicionamo-nos para melhorar as vidas do povo cubano. Querem que consolidemos a nossa liderança e credibilidade no continente? Reconheçam que a Guerra Fria acabou. Levantem o embargo", disse, no tradicional discurso diante das duas câmaras do Congresso (Câmara dos Representantes e Senado), que arrancou pelas 21h10 locais (2h10 de quarta-feira em Lisboa).

No discurso do ano passado, Obama já tinha pedido ao Congresso para levantar o embargo económico contra Cuba no quadro da reaproximação histórica entre os dois países iniciada, precisamente, em janeiro de 2015.

A 17 de dezembro passado, voltou a reiterar o apelo ao Congresso, atualmente controlado pelos republicanos, no dia em que se assinalou o primeiro aniversário do anúncio da aproximação histórica entre os Estados Unidos e Cuba.

O embargo, decretado em fevereiro de 1962 e reforçado pela lei Helms-Burton de 1996, proíbe, por exemplo, que cidadãos norte-americanos invistam ou façam turismo na ilha caribenha. Também ao abrigo do embargo, Washington pode aplicar multas pesadas a empresas, com filiais nos Estados Unidos, que arrisquem fazer negócios em Cuba.

O embargo é frequentemente denunciado por Havana como um obstáculo ao desenvolvimento da ilha caribenha, com prejuízos estimados superiores a 100 mil milhões de dólares (cerca de 89 mil milhões de euros).

Obama afirmou recentemente que gostava de visitar Cuba antes do fim do mandato presidencial, em janeiro de 2017, mas frisou que a viagem só será possível se forem registados progressos efetivos relativamente às liberdades individuais na ilha.