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Obama espera trabalhar com os republicanos em prioridades como as reformas legais

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KEVIN LAMARQUE / REUTERS

“Prioridades bipartidárias” é o que Obama espera poder trabalhar este ano com os republicanos. Contudo, reconheceu que “as expectativas” do que vão “conseguir este ano são baixas”, dado que os Estados Unidos estão em plena época eleitoral

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou, nesta noite de terça-feira, que espera poder trabalhar este ano com os republicanos no Congresso para levar adiante "prioridades bipartidárias" como a reforma do sistema de justiça penal.

Contudo, "as expectativas do que vamos conseguir este ano são baixas", reconheceu Obama, no seu último discurso do Estado da União, dado que os Estados Unidos estão em plena época eleitoral, com as eleições presidenciais marcadas para novembro.

Apesar disso, afirmou que continuará a lutar para reformar o sistema de imigração, proteger os cidadãos da violência das armas de fogo ou pelo aumento do salário mínimo.

"Não quero falar apenas sobre o próximo ano. Quero centrar-me nos próximos cinco, dez anos e mais além. Quero centrar-me no nosso futuro", sustentou o Presidente dos Estados Unidos, no arranque do seu discurso diante do Congresso.

Obama destacou os "pontos fortes" como nação dos Estados Unidos, como o "otimismo" ou a "diversidade". "Estas coisas dão-nos tudo o que precisamos para garantir a prosperidade e a segurança para as gerações vindouras", sublinhou.

O "progresso" que o país experienciou nos últimos anos, com a recuperação da economia, a reforma do sistema de saúde e a legalização do casamento entre homossexuais, entre outros avanços, "é o resultado das escolhas que fizemos juntos", observou. "E confrontamo-nos com este tipo de escolhas neste momento.

Vamos responder às mudanças do nosso tempo com medo, fechando-nos como nação e colocando-nos uns contra os outros? Ou vamos enfrentar o futuro com confiança no que somos, no que representamos e nas coisas incríveis que podemos fazer juntos?", questionou.

Num discurso pouco ortodoxo, Obama tentou direcionar o olhar do país para além do próximo ano e da sua presidência, que termina em janeiro de 2017, mas também abordou algumas falhas.

"É um dos poucos arrependimentos da minha presidência, que o rancor e a suspeição entre os partidos se tenham agravado em vez de melhorar. Não tenho nenhuma dúvida de que um Presidente com os dons de Lincoln ou Roosevelt talvez tivesse sido estreitado melhor o fosso e eu garanto que vou continuar a tentar enquanto estiver em funções", afirmou.