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Istambul. Autoridades suspeitam de ataque “terrorista” pelo Estado Islâmico

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SEDAT SUNA/EPA

Embora não esteja confirmada a origem da explosão ouvida esta manhã no centro histórico da cidade turca que fez pelo menos 10 mortos e 15 feridos, ganha força a hipótese de se ter tratado de um ato de terrorismo do Daesh. Entre os feridos estão turistas de diversas nacionalidades

As autoridades turcas suspeitam que a violenta explosão que esta manhã fez, pelo menos, 10 mortos e 15 feridos na Praça de Sultanahmet, no centro histórico de Istambul, teve “origem terrorista”.

Isso mesmo declarou um responsável do governo turco à agência de notícias francesa AFP, sob anonimato, confirmando os inúmeros relatos de testemunhas que se encontravam no local, perto da basílica de Santa Sofia e da Mesquita azul. Por outro lado, a AP refere que dois altos funcionários dos serviços de segurança turcos, também sob anonimato, adiantaram ser “muito provável” que o autodenominado estado Islâmico (Daesh) seja responsável pelo ataque.

Um testemunho avançado pela emissora nacional turca referia também que “parecia tratar-se de um atentado suicida, muito próximo do obelisco egípcio na Esplanada da Mesquita”.

Entre os feridos, sabe-se já, estão seis turistas alemães, um norueguês, um peruano e um sul-coreano. A Alemanha emitiu entretanto um alerta pedindo aos seus cidadãos que evitem os locais turísticos na cidade, advertindo que outros ataques possam ocorrer.

A detonação, violenta, foi ouvida e sentida pelas 10h18 locais (8h18 em Lisboa). Várias ambulâncias e a polícia chegaram rapidamente ao local, que foi isolado pelas autoridades temendo novas explosões, tendo o trânsito nas ruas adjacentes sido cortado como medida de precaução.

A Turquia vive há vários meses em estado de alerta, depois do duplo atentado suicida que fez 103 mortos, em outubro passado, junto à estação de comboios central de Ancara. O duplo atentado aconteceu cerca de três semanas antes das eleições legislativas antecipadas (agendadas para 1 de novembro).

Em Istambul, pelo menos 10 mil pessoas foram a 10 de outubro para as ruas para contestar e atribuir responsabilidades pelo atentado ao governo turco, exibindo uma grande faixa com a frase “Conhecemos os assassinos” e apupando o Presidente islâmico-conservador Recep Tayyip Erdogan, e o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), no poder desde 2002, segundo o testemunho de um repórter fotográfico da agência noticiosa AFP.

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