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Explosão violenta que matou 10 pessoas em Istambul atribuída a “homem-bomba” ligado à Síria

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MURAD SEZER/REUTERS

Em declarações à televisão, o presidente turco, Recep Erdogan, confirma que entre os 10 mortos no ataque desta manhã em Istambul estãos cidadãos turcos e também turistas. Vice-presidente diz que a maioria das vítimas tem nacionalidade estrangeira

A explosão que esta terça-feira de manhã provocou a morte a pelo menos 10 pessoas, ferindo outras 15 num bairro histórico de Istambul, foi atribuída pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan , a um ataque suicida realizado por “homem-bomba” ligado à Síria. A agência AP cita, por sua vez, o vice-presidente, que se refere ao autor como um cidadão nascido naquele país, com 28 anos, e que terá sido identificado pelas partes recuperadas do seu corpo.

Em declarações à televisão, Erdogan confirmou que entre os mortos estãos cidadãos turcos e também estrangeiros, mas não adiantou mais detalhes. Turistas serão mesmo a maioria das vítimas, escreve a AP.

A explosão, que pôde ser ouvida em vários bairros, aconteceu em Sultanahmet, zona particularmente frequentada por turistas, nas proximidades da Mesquita Azul e da Catedral de Santa Sofia. Vários testemunhos dão conta da violência da explosão. Erdem Koroglu, funcionário num escritório situado próximo, disse à televisão NTV que viu várias pessoas no chão após o rebentamento. “Não se conseguia perceber quem estava vivo ou morto”, afirmou. “E os prédios foram completamente sacudidos pela força da explosão”, acrescentou.

Outro relato, de Murat Manaz, descreve uma situação de absoluto caos e garante ter-se tratado de um ataque suicida: “Fui lá e vi. Um caos. Toda a gente a correr, à procura de um abrigo. A polícia não teve como antecipar uma coisa destas. Os agentes estavam tristes, mas ao mesmo tempo tentavam evacuar a área, porque tinham medo que uma segunda bomba pudesse explodir”.

Após a explosão, o primeiro-ministro turco Ahmet Davutoglu convocou de imediato uma reunião de segurança com o ministro do Interior e outras autoridades.

Como aconteceu em ataques anteriores, foi imposto um “blackout” aos orgãos de informação, impedindo-os de publicar imagens dos mortos ou feridos e de relatar quaisquer detalhes sobre a investigação.