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Autor do atentado de Istambul pertencia ao Daesh

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MURAD SEZER/REUTERS

Dez pessoas morreram no ataque - nove eram turistas alemães. Há ainda pelo menos 15 feridos a registar

Inicialmente identificado como cidadão sírio, seria, afinal, saudita o homem que se fez explodir no centro histórico de Istambul. Segundo as últimas informações, Nabil Fadli pertencia ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) e entrou na Turquia através da Síria.

A explosão aconteceu às 10h18 (8h18 em Lisboa) em Sultanahmet, zona particularmente frequentada por turistas, nas proximidades da Mesquita Azul e da Catedral de Santa Sofia. Vários testemunhos referiram a violência do rebentamento, descrevendo um cenário de caos e muita aflição.

Além dos mortos, ficaram feridas pelo menos 15 pessoas. Erdem Koroglu, funcionário num escritório situado próximo, disse à televisão NTV que viu várias pessoas no chão após o rebentamento. “Não se conseguia perceber quem estava vivo ou morto”, afirmou. “E os prédios foram completamente sacudidos pela força da explosão”, acrescentou.

Noutro relato, de Murat Manaz, descreveu uma situação de absoluto pânico e garantia ter-se tratado de um ataque suicida: “Fui lá e vi. Um caos. Toda a gente a correr, à procura de um abrigo. A polícia não podia antecipar uma coisa destas. Os agentes estavam tristes, mas ao mesmo tempo tentavam evacuar a área, porque tinham medo que uma segunda bomba pudesse explodir”.

O ataque foi rapidamente condenado pelo Presidente turco Recep Tayyip Erdogan num discurso transmitido pelça televisão, onde ficaram claras as suspeitas quanto ao envolvimento do Daesh. Ainda que o atentado não tinha sido, por enquanto, reivindicado, tudo no modus operandi aponta para o Estado Islâmico.

A Turquia vive há vários meses em estado de alerta, depois do duplo atentado suicida que fez 103 mortos, em outubro passado, junto à estação de comboios central de Ancara. O duplo atentado aconteceu cerca de três semanas antes das eleições legislativas antecipadas (agendadas para 1 de novembro).

Ao todo, quatro ataques aconteceram em solo turco em 2015, realizados pelos jiadistas, numa tentativa óbvia de estender além-fronteiras a guerra sanguinária que decorre na Síria.