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Mao perde pés, mãos e cabeça

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Depois de terem surgido imagens no início da semana de uma estátua gigante de Mao Tsé-Tung banhada a ouro, sabe-se agora que foi iniciado o processo de destruição do empreendimento. Porquê? Há versões contraditórias

Catarina Pelica

A estátua gigante de Mao Tsé-Tung na província chinesa de Henan, uma das zonas rurais mais pobres da China, foi parcialmente destruída. A sua construção, financiada por empresários e habitantes locais, tinha começado em março de 2015, tendo sido concluída em dezembro. Fotografias que agora circulam na internet mostram um Mao de pés e mãos arrancados e de cabeça tapada por um lençol preto.

A versão das autoridades, citada pelo diário chinês ligado ao Partido Comunista "People's Daily", é que o monumento não passou pelo devido processo de aprovação do governo antes da construção, obrigando ao início da destruição do mesmo. Mas nas redes sociais as opiniões são outras.

Em declarações ao “The Guardian”, um trabalhador local que não quis ser identificado diz que destruíram a estátua porque ocupava propriedade privada de um agricultor. Nos milhares de tweets sobre o assunto pode ler-se várias críticas ao montante gasto com o projeto. “Porque não usar 3 milhões para melhorar a educação local?”

A estátua tem 36 metros e terá custado 420 mil euros. É feita de betão e aço, sendo pintada de dourado.

Mao Tsé-Tung governou o país durante três décadas até à sua morte, em setembro de 1976. Foi o grande responsável pelas políticas do “Grande Salto em Frente”, que causaram a morte de 45 milhões de pessoas, sendo que a província de Henan foi uma das mais afetadas.