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Coreia do Sul volta a emitir propaganda na fronteira com vizinho do Norte

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Medida de Seul surge como uma forma de retaliação, após o regime de Pyongyang ter anunciado a realização de um teste com uma bomba de hidrogénio

A rivalidade entre as duas Coreias é antiga, mas há um novo dado que aumenta a crispação entre os dois países. A Coreia do Sul voltou a emitir esta sexta-feira propaganda na zona fronteiriça com a Coreia do Norte.

A medida surge como forma de retaliação, depois de o regime de Pyongyang ter anunciado há dois dias a realização de um teste nuclear com uma bomba de hidrogénio, colocando em alerta a comunidade internacional.

De acordo com as agências internacionais, foram colocados altifalantes em 11 locais da fronteira com a Coreia do Norte, que emitem previsões metereológicas, música pop censurada no país vizinho e notícias criticas ao regime de Kim Jong-un.

A AP relata que - entre as mensagens transmitidas aos norte-coreanos -, diz-se que Kim Jong-un lidera um país empobrecido e que o programa nuclear que pretende levar a cabo é “irrealista”. “O teste nuclear está a tornar a Coreia do Norte uma nação mais isolada e a transformar-se numa terra de morte”, pode ouvir-se nos altifalantes.

A propaganda anti-Coreia do Norte acusa ainda os líderes do regime de opulência, sublinhando que a mulher de Kim Jong-un usa roupas que custam milhares de dólares.

Pyongyang considera a medida como uma forma de “provocação” e de “guerra psicológica”, sendo sobretudo mal recebida uma vez que esta sexta-feira se assinala o 33.º aniversário de Kim Jong-un. A Coreia do Norte diz que está em “estado de alerta”, tendo as tropas preparadas para qualquer eventualidade, segundo os media locais.

As emissões de propaganda anti-Coreia do Norte foram retomadas no ano passado na fronteira com o país, na sequência de uma explosão de uma mina na zona desmilitarizada da fronteira entre os dois países, que feriu dois soldados da Coreia do Sul. No entanto, foram depois suspensas em agosto após um acordo entre os dois lados.

No Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), vários países pediram mais sanções contra Pyongyang, alegando que a realização de um teste nuclear por parte do regime constitui uma “clara violação” às resoluções do organismo.

O primeiro-ministro nipónico Shinzo Abe, também se manifestou absolutamente contra a realização do teste com uma bomba H por parte da Coreia do Norte, afirmando que se trata de uma “séria ameaça à segurança do país que não pode ser tolerada” e garantindo que irá responder à situação em conjunto com a ONU.

Os EUA apelaram por sua vez à China, que é o único aliado da Coreia do Norte, para mediar a situação. O Presidente norte-americano reiterou junto do seu homólogo sul-coreano Park Geun-hye o compromisso dos Estados Unidos para garantir a segurança da potência regional.