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Bélgica. Encontrados explosivos e impressão digital do cérebro dos ataques em Paris

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FRANCOIS LENOIR/REUTERS

Apartamento na zona de Schaerbeek, em Bruxelas, foi alugado com uma identidade falsa e poderá também ter sido utilizado por outros indivíduos suspeitos de envolvimento nos ataques de 13 de novembro em Paris, além de Salah Abdeslam

Há mais pistas que confirmam que os ataques terroristas de Paris, ocorridos no passado dia 13 de novembro, foram preparados em Bruxelas. O Ministério Público belga anunciou esta sexta-feira que foi encontrada uma impressão digital de Salah Abdeslam - o principal suspeito dos atentados -, que se encontra a monte.

De acordo com o Ministério Público, as autoridades efetuaram buscas na zona de Schaerbeek, na capital belga, no passado dia 10 de dezembro, tendo encontrado num apartamento a impressão digital de Salah Abdeslam e ainda vestígios de explosivos e cintos com bombas, refere a Reuters.

A casa foi alugada com recurso a uma identidade falsa e poderá ter sido utilizada também por outros indivíduos suspeitos de envolvimento nos ataques de Paris, que causaram 130 mortos e 350 feridos.

Desde o início da investigação, as autoridades belgas detiveram 10 suspeitos, a maioria durante buscas em Molenbeek. Mohammed Amri e Hamza Attou encontram-se entre os detidos e a polícia belga acredita que ambos terão ajudado o cérebro dos ataques de Paris a regressar a Bruxelas, na manhã seguinte aos atentados.

Entretanto, o procurador belga alerta que se mantém o risco de o país ser alvo de um atentado no próximo dia 15 de janeiro, quando se assinala um ano após o ataque falhado na cidade de Verviers. “Estamos conscientes do valor simbólico da data 15 de janeiro para os terroristas, mas estamos preparados”, garante Frédéric Van Leeuw, citado pelo “The Guardian”.

No ano passado, dois jiadistas foram mortos pelas autoridades durante uma operação antiterrorista em Verviers, na província belga de Liége. Ambos pertenciam a uma célula terrorista internacional e tinham viajado recentemente para a Síria.

A polícia belga referiu na altura que foi evitado um ataque terrorista em Verviers, depois de escutas telefónicas terem revelado que um grupo estaria a planear atentados em Bruxelas, na sequência dos ataques à redação do jornal “Charlie Hebdo”, em Paris.