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Spike Lee. “Dinheiro de sangue” é o que os republicanos andam a fazer com as armas

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SHANNON STAPLETON / REUTERS

Segundo o realizador, 90 norte-americanos morrem por dia devido à violência com armas de fogo. Lee concorda com o endurecimento no controlo do comércio de armas decretado pelo Presidente Obama

Ninguém ficou indiferente às lágrimas de Barack Obama esta terça-feira e Spike Lee foi um deles. O conhecido realizador cinematográfico já veio a público afirmar publicamente o seu apoio à nova medida imposta pelos Presidente norte-americano, que esta terça-feira, num discurso muito emocionado, anunciou medidas de endurecimento no controlo da compra e venda de armas de fogo no país.

Para Spike Lee, todos os políticos que se opuserem a esta medida são “conservadores” e “estão em conluio com os fabricantes de armas”. Em entrevista ao “The Wrap”, Lee referiu que 90 americanos morrem diariamente devido à violência com armas de fogo, permitidas pela Constituição dos Estados Uniudos. “Isto não é brincadeira. Eles [os opositores políticos] estão a fazer dinheiro, dinheiro de sangue”, aponta.

Em dezembro, no mês da estreia em Nova Iorque do seu mais recente filme - “Chi-Raq” -, o realizador liderou uma marcha antiviolência em solidariedade com os protestos sobre o caso do polícia que matou um adolescente negro desarmado em Chicago. Segundo refere o “The Wrap”, Lee diz que “o filme saiu no momento perfeito e esta terça-feira o Presidente Obama falou sobre como as pessoas são mortas todos os dias em Chicago”.

“Chi-Raq” é um filme que retrata de forma satírica a violência de gangues em vários bairros de Chicago.