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Republicanos criticam medidas anunciadas por Obama sobre controlo de armas

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CARLOS BARRIA/REUTERS

Membros do Partido Republicano acusam as medidas anunciadas pelo Presidente norte-americano de contornarem a Constituição. A democrata Hillary Clinton diz, por sua vez, que constituem um “passo decisivo no combate à violência com armas”

O discurso emotivo de Obama não convenceu os republicanos - tal como seria de esperar. Nem tão pouco a maioria dos candidatos presidenciais, nem os críticos do Presidente norte-americano. Para este grupo, as medidas anunciadas por Barack Obama, esta terça-feira, com vista a um maior controlo de armas são insuficientes e visam contornar as leis constitucionais.

“As suas palavras e ações constituem uma forma de intimidação que ameaça a liberdade. Independentemente do que o Presidente diz, a sua palavra não se sobrepõe à segunda emenda”, afirmou Paul Ryan, presidente da câmara dos Representantes, sublinhando que as medidas serão alvo de escrutínio por parte dos tribunais.

Também Jeff Bush, irmão do antigo Presidente e candidato à presidência dos EUA pelo Partido Republicano, foi duro na sua avaliação às medidas e disse que irá revogar as leis. “Em vez de retirar as armas das mãos dos cidadãos cumpridores da lei, devíamos mantê-las fora das mãos dos terroristas que querem matar americanos inocentes”, sustentou.

O senador do Texas Ted Cruz, que se candidata à liderança da Casa Branca também pelo Partido Republicano, afirmou que as medidas são “inconstitucionais”.

O candidato Donald Trump criticou igualmente as ações anunciadas por Obama, garantindo que caso seja eleito Presidente dos EUA irá fazer reverter o processo.

Já Hillary Clinton, candidata democrata à Casa Branca, elogiou as medidas, afirmando que constituem um “passo decisivo no combate à violência com armas”. Se for eleita, assegurou, “continuará essa luta”.

Esta terça-feira, Barack Obama não escondeu as lágrimas num discurso junto a familiares das vítimas do massacre numa escola de Newtown, em 2012, que causou 26 mortos: 20 crianças e seis adultos. O governante defendeu que “não se pode esperar mais” para evitar estes crimes.

Entre as medidas anunciadas pelo Presidente norte-americano estão a obrigatoriedade de se consultar os antecedentes criminais ou problemas mentais de potenciais compradores e a licença para a venda de armas, inclusivamente por via online.

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