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ONU convoca reunião de emergência. Teste nuclear “é uma grave provocação”

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A Coreia do Norte disse esta quarta-feira ter testado com sucesso uma bomba de hidrogénio

KCNA KCNA / Reuters

As reações ao teste da Coreia do Norte com uma bomba de hidrogénio não tardaram a surgir. “É uma violação inaceitável das resoluções do Conselho de Segurança da ONU”, diz a França

O Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou uma reunião de emergência para esta quarta-feira, depois de a Coreia do Norte ter anunciado a realização, bem-sucedida, de um teste de uma bomba de hidrogénio.

A reunião à porta fechada entre os 15 países membros foi convocada pelos Estados Unidos e pelo Japão, indicou a porta-voz da missão norte-americana na ONU, Hagar Chemali.

No entanto, outros membros da ONU já vieram criticar a Coreia do Norte. A presidência francesa afirmou, em comunicado, que o teste constitui “uma violação inaceitável” das resoluções internacionais: “Enquanto espera a confirmação das características do teste nuclear anunciado e observado (...) na Coreia do Norte, a França condena esta violação inaceitável das resoluções do Conselho de Segurança [da ONU] e apela a uma reação forte da comunidade internacional”, pode ler-se no documento.

“É uma ameaça ao nosso futuro”

A vizinha Coreia do Sul já comentou publicamente a decisão, classificando-a como uma “grave provocação”: "O teste não é apenas uma grave provocação à nossa segurança nacional mas também uma ameaça ao nosso futuro (...) e um forte desafio à paz e estabilidade internacionais", afirmou a Presidente Park Geun-Hye, durante uma reunião de emergência do Conselho Nacional de Segurança.

“Um sério desafio que não pode ser tolerado”

Também o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe condenou o teste de uma bomba de hidrogénio anunciado pela Coreia do Norte, considerando-o uma "ameaça grave" para o Japão e um "sério desafio" aos esforços de não-proliferação nuclear.

"O teste nuclear que foi realizado pela Coreia do Norte é uma grave ameaça à segurança da nossa nação e não podemos, absolutamente, tolerá-lo", disse Shinzo Abe.

EUA prometem responder a provocações

Os Estados Unidos mostraram-se descontentes: "Apesar de ainda não podermos confirmar estas reivindicações, condenamos qualquer violação às resoluções do UNSC [Conselho de Segurança das Nações Unidas] e voltamos a pedir à Coreia do Norte para que cumpra as suas obrigações e compromissos internacionais", disse o porta-voz do Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca Ned Price.

Os Estados Unidos, afirmou, vão "responder adequadamente a qualquer provocação norte-coreana".

Chineses residentes perto da fronteira deslocados

Apesar de ser o principal aliado da Coreia do Norte, a China manifestou-se contra a realização do teste nuclear que o país diz ter levado a cabo. "Instamos fortemente a DPRK [Coreia do Norte] a respeitar o seu compromisso de desnuclearização, e a suspender qualquer ação que possa tornar a situação ainda pior", afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Hua Chunying.

De acordo com informações avançadas pela imprensa chinesa, os chineses que residem em zonas perto da fronteira com a Coreia do Norte foram deslocados de suas casas, após o anúncio da realização de um teste nuclear.

Os residentes fronteiriços "sentiram claramente tremores", após Pyongyang ter detonado o que diz ser uma bomba de hidrogénio, afirmou a emissora pública chinesa CCTV.

A Coreia do Norte afirmou ter testado esta quarta-feira, pela primeira vez, uma bomba de hidrogénio, uma reivindicação que ainda não foi confirmada.

Pyongyang já tinha realizado três testes nucleares, em 2006, 2009 e 2013, o que lhe valeu sanções da ONU. Várias resoluções da ONU proíbem Pyongyang de realizar atividades nucleares ou ligadas à tecnologia de mísseis balísticos.

  • Coreia do Norte testou bomba H pela primeira vez

    “O primeiro teste com bomba de hidrogénio da República foi realizado com sucesso às 10h do dia 6 de janeiro, baseado na determinação estratégica do Partido dos Trabalhadores”, anunciou a televisão estatal norte-coreana. O teste foi encomendado pessoalmente pelo Presidente Kim Jong-un e aconteceu dois dias antes do seu aniversário