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Internacional

David Cameron autoriza ministros a fazerem campanha pelo “não” à Europa

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O primeiro-ministro britânico defende a permanência numa “UE negociada”. As suas condições foram reveladas em novembro passado

TOBY MELVILLE

A partir de fevereiro, os ministros britânicos eurocéticos estão autorizados a apelar ao Brexit, tendo em vista o referendo previsto até final de 2017

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, autorizou os seus ministros a fazerem campanha pela saída do país da União Europeia, tendo em vista o referendo que deve acontecer até final de 2017, noticia o diário espanhol “El País”. A decisão foi tomada com o objetivo de travar a iminente demissão de alguns dos governantes mais eurocéticos do Executivo.

Numa sessão que decorreu esta terça-feira na Câmara dos Comuns, o atual chefe do Governo britânico declarou que os ministros estarão “isentos de qualquer responsabilidade coletiva” quando as conversações com a UE sobre este tema findarem, em fevereiro.

Esta é mais uma tomada de posição vista como uma forma de pressão sobre os restantes países membros. David Cameron defende a permanência do país na União Europeia, mas sob condições, que em novembro apresentou ao Conselho Europeu, como a restrição dos benefícios económicos atribuídos aos imigrantes e uma regulação das medidas económicas no mercado europeu para fazer frente a países como a Índia e a China.

Vários governantes podem aproveitar a decisão de Cameron para fazer campanha pelo “não”: Ian Duncan Smith (ministro do Trabalho e Pensões), Theresa Viliers (pasta da Irlanda do Norte) ou o líder conservador da Câmara dos Comuns, Chris Grayling, são exemplos de ministros eurocéticos.

Do lado de Cameron e da permanência no Reino Unido na UE como um mal menor estão figuras como Theresa May, ministra do Interior, e Boris Johnson, presidente da Câmara de Londres. A primeira é vista como potencial sucessora de Cameron na liderança do partido conservador, enquanto o segundo é referido como ministeriável numa possível remodelação do atual Executivo.