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Primeiro anúncio televisivo de Trump mostra migrantes na fronteira com o México, mas... afinal é Marrocos

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Candidato republicano à Casa Branca defende que deve ser construído um muro na fronteira que separa os EUA do México. Mas as imagens do seu primeiro anúncio televisivo não acertam na geografia. O staff da campanha já reagiu

O pré-candidato à presidência dos EUA, Donald Trump, lançou esta segunda-feira o seu primeiro anúncio televisivo, no qual defende algumas das suas polémicas ideias, nomeadamente a construção de um muro na fronteira com o México para pôr fim à migração ilegal. Contudo, enquanto esta proposta é apresentada, o vídeo mostra imagens da fronteira de Melilla, entre Espanha e Marrocos, ao invés da fronteira entre os Estados Unidos e o México.

No anúncio, com a duração de 30 segundos, são apresentadas imagens de dezenas de migrantes a cruzar a aparente fronteira com o México, ao mesmo tempo que é recordada a proposta de construir um muro entre esse país e os Estados Unidos, sendo que os custos da obra ficariam sob a responsabilidade mexicana.

No entanto, o “Politifact” (site especializado no fact-checking da política norte-americana) fez notar que as imagens utilizadas não correspondem à fronteira entre os EUA e o México, mas sim à fronteira de Espanha com Marrocos, imagens que por sua vez pertencem a uma gravação de maio de 2014 (disponíveis no fim deste texto).

Katy Tur, jornalista da “NBC News”, divulgou no Twitter a resposta de Cory Lewandowski, responsável pela campanha de Trump nas presidenciais de 2016, face à situação. “Não é a fronteira mexicana, mas sim o que pode ocorrer no nosso país se não fizermos nada.”

Outras propostas defendidas no vídeo eleitoral de Trump passam por acabar com o terrorismo islâmico, assim como impedir a entrada de muçulmanos em território norte-americano. No anúncio, intitulado “Great Again” em alusão ao slogan da campanha “Make America Great Again”, o candidato republicano promete ainda “cortar a cabeça ao Estado Islâmico e retirar-lhes petróleo”.

O vídeo original de onde Trump retirou as imagens

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