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Internacional

ONU condena ataque a embaixada saudita no Irão

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REUTERS/Raheb Homavandi

Sem referir a execução do clérigo xiita Nimr Baqer al-Nimr, as Nações Unidas condenaram o ataque à embaixada da Arábia Saudita em Teerão. EUA, UE e Turquia apelam à calma na região

As Nações Unidas (ONU) condenaram o ataque à embaixada da Arábia Saudita em Teerão por manifestantes que protestavam contra a execução do clérigo xiita Nimr Baqer al-Nimr.

Numa resposta a uma carta da Arábia Saudita, a ONU apela à “manutenção do diálogo” com o Irão e à tomada de medidas com vista à “redução das tensões na região”. A organização solicitou também às autoridades iranianas que protejam os funcionários diplomáticos e respeitem as obrigações internacionais.

O embaixador saudita na ONU, Abdallah al-Moualli, acusou o Irão de interferências negativas nos países árabes. “Os iranianos mesmo antes de cortarem os laços diplomáticos não davam muito apoio aos esforços de paz. Eles tomaram posições negativas e provocadoras”, declarou o embaixador saudita na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Os Estados Unidos e a União Europeia manifestaram-se preocupados com o aumento da tensão no Médio Oriente. Também o vice-primeiro-ministro turco, Numan Kurtulmus, se mostrou alarmado com a situação na região e apelou ao diálogo entre os países.

“Nós queremos que ambos os países contribuam imediatamente para o fim desta tensão. A região já é um barril de pólvora. Precisamos de paz”, disse Numan Kurtulmus, citado pela BBC.

Kuwait anuncia retirada de embaixador de Teerão

Seguindo os passos da Arábia Saudita - que anunciou na segunda-feira o corte das relações diplomáticas com o Irão - e outras medidas tomadas por países da região, o Kuwait declarou esta terça-feira que vai retirar o seu embaixador de Teerão.

Na segunda-feira, o Bahrain anunciou o corte dos laços diplomáticos com o Irão, enquanto o Sudão resolveu expulsar o embaixador iraniano do país e os Emirados Árabes Unidos optaram pela diminuição do número de representantes diplomáticos no Irão.

O corte das relações diplomáticas entre a Arábia Saudita e o Irão conduziram à subida do preço do petróleo na segunda-feira.