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Gás sarin voltou a ser usado na Síria

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Bassam Khabieh / Reuters

Ao certo não sabe nem quando, nem onde, mas as Nações Unidas não têm dúvidas de que a população síria voltou a estar exposta a armas químicas tão letais como o gás sarin

A Organização para a Proibição da Armas Químicas (OPAQ) está a investigar onze casos de utilização de gás sarin na Síria. Estes casos foram reportados pelo próprio Governo sírio que nada mais acrescentou sobre as datas e os locais em que foram registados.

“Num dos casos, a análise de amostras de sangue recolhidas [pelos enviados da OPAQ à Síria] revelam que os indivíduos estiveram de alguma forma expostos a gás sarin ou a uma substância semelhante”, pode ler-se num relatório enviado na semana passada para o Conselho de Segurança que esta terça-feira deverá debater a utilização de armas químicas na Síria.

“Será necessário realizar uma investigação mais aprofundada para determinar em que circunstâncias tais exposições poderão ter ocorrido”, acrescentam os autores do relatório que em investigações anteriores detetaram o uso de outros agentes como o gás mostarda.

Desde do início do conflito, já lá vão quase cinco anos, que o regime do Presidente Bashar al-Assad e as forças rebeldes se acusam mutuamente de usarem armas químicas.

Um ataque em agosto de 2013 nos arredores de Damasco com gás sarin, muito censurado pela comunidade internacional, obrigou Assad a aceitar a eliminação do seu arsenal químico.

No relatório agora enviado para o Conselho de Segurança pela OPAQ, organização intergovernamental com sede em Haia, Holanda, que em 2013 foi distinguida com o Nobel da Paz, é referido que 99,6% de todas as armas químicas declaradas pelo regime sírio já foram destruídas.