Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Dinamarca e Suécia reforçam o controlo das fronteiras

  • 333

© Scanpix Denmark / Reuters

O primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, apelou à União Europeia para que adote “decisões coletivas” para controlar o fluxo de refugiados

Os dois países nórdicos da União Europeia, a Suécia e a Dinamarca, reforçaram esta segunda-feira o controlo das suas fronteiras, com o objetivo de evitar a entrada de mais refugiados. Há mais de 50 anos que não existia controlo à circulação entre estes dois países. A Dinamarca também está, a partir desta semana, a controlar a fronteira com a Alemanha.

O reforço das inspeções aos passageiros dinamarqueses que pretendem entrar na Suécia tem causado alguns constrangimentos e atrasos na circulação dos transportes entre os dois países, como comboios, autocarros e barcos.

Segundo a Al Jazeera, o primeiro-ministro da Dinamarca apelou à União Europeia para que adote “decisões coletivas”, de forma a proteger as suas fronteiras da “maré” de migrantes e refugiados que tem atingido alguns países europeus. Lars Lokke Rasmussen referiu também que este controlo por parte das entidades suecas poderá fazer aumentar o número de migrantes em situação ilegal.

Já o Governo sueco afirmou que estava na hora de reforçar os controlos nas fronteiras e as regras de asilo, dado que a maior parte dos refugiados que chegam à Suécia o fazem através da Dinamarca. Só no ano passado, cerca de 163 mil refugiados pediram asilo à Suécia.

Segundo a Agência sueca para as Migrações, cerca de 80% dos refugiados que procuraram asilo na Suécia, no outono passado, não possuiam passaportes ou documentos de identificação.

Acordo de Schengen em “perigo”

As novas medidas de segurança aplicadas pelos países nórdicos tem suscitado críticas, nomeadamente por parte da Alemanha. Segundo a Al Jazeera, o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Franz-Walter Steinmeier, considera que este reforço de fronteiras põe em causa os princípios do espaço Schengen. Para o ministro, a livre circulação de bens e pessoas - um dos principais pilares do acordo de Schengen - foi uma das grandes conquistas da União Europeia, mas neste momento é uma “zona de perigo”.

A mesma fonte de informação refere que Morgan Johansson, ministro sueco com o pelouro das migrações, disse ao jornal sueco “Dagens Nyheter” que a Suécia ficou sobrelotada nos últimos meses, uma vez que a Dinamarca funcionava como um “país de trânsito”. Apesar de se congratular com a decisão do país vizinho, Johansson considera que vem um pouco tarde, mas reconhece que poderá ajudar a prevenir novos atentados.

O reforço das fronteiras dinamarquesas vai durar dez dias, embora possa vir ser prolongado.