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Reabriu a universidade onde extremistas somalis mataram 148 pessoas

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Controlos de segurança passaram a fazer parte da rotina em Garissa

DANIEL IRUNGU

A Universidade de Garissa voltou esta segunda-feira a abrir as portas no nordeste do Quénia, após a matança de 2 de abril de 2015 pelo grupo al-Shabaab. Um posto permanente de polícia reforça a segurança. Depois do pessoal administrativo, os alunos iniciam o ano letivo na próxima segunda-feira

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

Nove meses após o ataque do grupo radical islamita al-Shabaab, durante o qual foram mortas 148 pessoas - 142 estudantes e seis polícias -, a Universidade de Garissa reabriu oficialmente.

O ano letivo arrancará após a entrada do pessoal administrativo, à qual se segue a chegada dos estudantes, a partir da próxima segunda-feira. Segundo um responsável da universidade citado pela Associated Press, 150 de 200 funcionários reentraram esta segunda-feira ao serviço. Após o encerramento de Garissa na sequência do massacre de 2 de abril de 2015, 650 alunos foram integrados na Universidade de Eldoret, uma escola gémea no ocidente.

A Escola de Treino de Professores de Garissa, situada a 200 metros de distância das instalações atacadas pelos terroristas, nunca chegou a encerrar. Não se espera que os alunos que passaram para Eldoret regressem a Garissa. Em 15 de maio passado, o diário queniano "Daily Nation" reportava que os alunos se recusavam a voltar a Garissa evocando falta de segurança. Isto apesar da construção de um muro em torno das instalações e do reforço da segurança, segundo declarações do responsável pelo concelho de estudantes, Braizon Kimani, àquele diário queniano.

Além do muro, a segurança nas instalações desta universidade, situada no nordeste do Quénia, foi reforçada com a abertura de um posto permanente de polícia.

A reabertura da universidade, onde aconteceu a maior matança em território queniano levada a cabo por um grupo terrorista somali, foi lida por analistas como um sinal de que o Quénia não cede à violência extrema, segundo a AP. O ataque foi assumido pelo al-Shabaab como retaliação ao envio de tropas quenianas para território da Somália em perseguição dos extremistas.