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Quatro mineiros chineses encurralados desde o Natal já estão a ser alimentados

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No exterior da mina que desabou em Pingyi, na província chinesa de Shandong, os efeitos do colapso são evidentes

STRINGER / Reuters

As equipas de salvamento acreditam estar no bom caminho para recuperar os mineiros retidos no subsolo desde 25 de dezembro

Pelo menos quatro homens estão presos há dez dias a mais de 200 metros de profundidade, numa mina desmoronada na província de Shandong, na zona leste da China.

Através de câmaras de infravermelhos, a equipa de resgate conseguiu detetar a localização dos sobreviventes. Inicialmente pensava tratar-se de oito homens, mas apenas foi possível estabelecer contacto com quatro. O mesmo canal utilizado para as câmaras foi também aproveitado para fazer chegar mantimentos aos sobreviventes que, segundo os órgãos de comunicação locais, se encontram em bom estado.

Os trabalhos de resgate estão a ser dificultados pela fragilidade do solo, o que fez com que a equipa de salvamento apenas conseguisse descer 25 metros em 40 horas. O líder da equipa afirmou à Rádio Nacional Chinesa que ainda não é possível dar uma data segura para o resgate dos mineiros.

O desmoronamento da mina dedicada à extração de calcário causou um abalo equivalente a um terramoto de quatro graus na escala de Richter, originando a morte de pelo menos uma pessoa. Trinta continuam desaparecidas e onze já foram salvas.

Depois do acidente, o dono da mina suicidou-se e quatro altos quadros do condado de Pingyi foram despedidos pela responsabilidade relativa às fracas condições de segurança por parte dos mineiros.

As minas chinesas são consideradas as mais perigosas do mundo, mas recentes medidas de reforço da segurança fizeram com que o número de mortes diminuísse consideravelmente. Em 2014 foram registadas 931 mortes, uma queda acentuada face às 7000 do ano 2002.