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Obama discute propostas para controlo de venda de armas

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JIM LO SCALZO/EPA

A cumprir o seu último ano de mandato, o Presidente norte-americano endurece uma luta antiga e tenta impor novas regras para dificultar o acesso às armas nos EUA

O Presidente Barack Obama está decidido a levar por diante a sua intenção de apertar o controlo da venda de armas nos Estados Unidos. O chefe de Estado anunciou a conclusão de uma série de novas ações para o efeito, propostas que discutirá esta segunda-feira com a procuradora-geral Loretta Lynch e o diretor do FBI, James Comey.

Uma das medidas consideradas prioritárias é a de alargar o registo dos vendedores, de forma a impedir o que hoje acontece com comerciantes de armas não licenciados, cujas vendas em feiras, ambientes informais ou online contornam a obrigatoriedade de verificação dos antecedentes dos compradores. São também consideradas ações determinantes a melhoria do sistema de contolo e registo de armas perdidas ou roubadas e o reforço das inspeções aos vendedores autorizados.

A limitação do acesso a armas no país é uma luta antiga para o Presidente norte-americano, que tem enfrentado a oposição continuada do Congresso, maioritariamente dominado pelos republicanos. Na sua mensagem de Ano Novo, Obama voltou ao tema e manifestou a vontade de redobrar os esforços contra a “epidemia de violência” armada, classificando-a como o maior “trabalho inacabado” do seu mandato na Casa Branca. Em 2015, a média nos EUA foi de, pelo menos, um tiroteio diário.

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