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Eton. A escola mais elitista do mundo

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Christopher Furlong/Getty Images

Sinónimo de elite, aristocracia e privilégio, o Eton College educou durante séculos a classe dominante britânica. Pelas suas salas de aulaS passaram príncipes, heróis de guerra, prémios Nobel e primeiros-ministros, como David Cameron. Até Eddie Redmayne, vencedor do último Óscar de Melhor Ator, é um "Old Etonian"

Paulo Anunciação

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Correspondente em Londres

Na manhã cinzenta e chuvosa de quarta-feira passada, as ruas de Eton voltaram a encher-se de fraques e coletes pretos, calças de cerimónia e colarinhos brancos extremamente engomados. As turistas chinesas e japonesas tiravam fotografias sem parar. Mas o resto das pessoas nesta cidadezinha à beira do Tamisa, a 35 quilómetros do centro de Londres, está habituado a conviver de perto com estes adolescentes aprumados — todos rapazes, quase invariavelmente brancos e louros — que carregam livros e arquivadores grossos debaixo dos braços, sem telemóveis nas mãos nem auscultadores nos ouvidos.

As instalações fabulosas do Eton College, o colégio interno mais famoso no mundo inteiro, ocupam uma área considerável do centro da localidade. Com o início do ano letivo, a meio da semana, a cidade de Eton — na margem oposta ao castelo de Windsor, onde a rainha Isabel gosta de passar os fins de semana — volta a parecer-se com um cenário de filme passado na Inglaterra da era vitoriana. Grupos de alunos — são mais de 1300, dos 13 aos 18 anos — e de professores passeiam-se pelos jardins impecavelmente tratados, entre os edifícios de tijolo escuro, os claustros e a capela monumental do século XV.

O colégio de Eton foi durante décadas sinónimo de elite, aristocracia e privilégio. Seria natural pensar que uma instituição desse tipo se tornasse uma incongruência em pleno século XXI. Longe disso. Um qualquer telejornal da BBC poderia muito bem incluir, num destes dias, uma reportagem sobre os príncipes William ou Harry, mais um segmento com o primeiro-ministro conservador, David Cameron (ou com o mayor de Londres, o ambicioso e exuberante Boris Johnson), a ser entrevistado pelo editor James Landale. O noticiário poderia facilmente incluir, ainda, peças sobre estrelas de Hollywood como Damian Lewis ou Eddie Redmayne, uma conferência de imprensa do arcebispo Justin Welby ou imagens de Constantine Louloudis, jovem campeão mundial de remo com presença garantida nos próximos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O que têm em comum estes nomes? Todos eles, sem exceção, passaram pelos bancos do colégio. Todos eles são “Old Etonians”, ou OE — uma sigla de duas letrinhas que ainda hoje desperta invejas, críticas e fantasmas.

Tal como em séculos passados, a rede de ex-alunos de Eton voltou a ocupar uma posição de destaque no país. O segundo (William) e o quinto (Harry) postos na linha de sucessão ao trono britânico são ocupados por “Old Etonians”. O mesmo acontece com o comando do poder executivo (David Cameron), o controlo da maior metrópole (Boris Johnson) e a chefia da Igreja Anglicana (Justin Welby). O parlamento eleito em maio passado tem duas dezenas de OE. É praticamente impossível não dar de caras com um “Old Etonian” nas messes de oficiais das Forças Armadas, nas mais prestigiadas sociedades de advogados, nos gabinetes editoriais dos principais jornais ou entre os quadros superiores do serviço diplomático.

O primeiro-ministro, nota-se, gosta de ter à sua volta antigos colegas da escola, num estilo de governação que críticos e oposição descrevem como chumocracy (algo como “amigalhaçocracia”). “É difícil de contrariar a sensação de que o Reino Unido é governado por uma oligarquia de homens que estudaram em determinadas escolas privadas”, escreveu recentemente o historiador Anthony Seldon. Mesmo assim, não se pode comparar David Cameron com Harold Macmillan, um primeiro-ministro (1957-1963) conservador que nomeou um total de 35 parentes ou “Old Etonians” para cargos do Governo.

Os atuais membros do Governo que estudaram no colégio têm cargos de menor importância. Mas entre os seis homens que formam o núcleo duro do Partido Conservador e que no início do ano delinearam o programa eleitoral — Cameron, o chanceler do Tesouro, George Osborne, os membros do Governo Jo Johnson (irmão de Boris) e Oliver Letwin, mais os assessores Ed Llewellyn e Rupert Harrison — apenas um deles não era OE (George Osborne, que frequentou outro colégio privado, St. Paul’s). De acordo com a lenda, o primeiro duque de Wellington — mais um “Old Etonian”, como muitos dos seus oficiais —, terá dito uma vez que a batalha de Waterloo começou a ser ganha nos campos de Eton. Tal como Waterloo, a eleição parlamentar de maio de 2015 parece ter começado a ser ganha aí mesmo — nos campos de Eton.

O colégio não é apenas um viveiro de futuros políticos, embaixadores, generais ou — com maior probabilidade — futuros CEO ou membros de conselhos de administração. Nos últimos anos, Eton demonstrou ser uma enorme rampa de lançamento para uma carreira de topo no cinema e na televisão. Séries televisivas como “Band of Brothers”, “Homeland”, “The Wire” ou “House” devem parte do seu êxito aos atores Damian Lewis, Dominic West e Hugh Laurie, todos eles OE. Em fevereiro passado, Eddie Redmayne subiu ao palco do Dolby Theatre em Hollywood para receber o Óscar de Melhor Actor pelo filme “A Teoria de Tudo”, sobre a vida de Stephen Hawking. Não foi o primeiro Óscar atribuído a um “Old Etonian”. Nos anos 80, o filme “Momentos de Glória” (“Chariots of Fire”, no título original) do realizador Hugh Hudson, foi galardoado com quatro estatuetas. Em 2011, o músico Atticus Ross — outro OE, contemporâneo de David Cameron na década de 80 — recebeu o Óscar pela banda sonora de “A Rede Social” (“The Social Network”).

A escola tem uma sala de teatro própria, de 400 lugares, mais moderna e sofisticada do que a maior parte dos teatros profissionais de província. Mais duas salas de teatro/estúdio. Emprega um coreógrafo, carpinteiros e diretores a tempo inteiro. A música fez sempre parte do currículo académico dos estudantes, mas com o teatro é diferente. Eton não quer formar atores profissionais, mas o teatro — como tudo o resto, aliás — é levado muito a sério na escola. Grande parte dos domingos é preenchida com ensaios para as cerca de 15 a 20 produções levadas a cena cada ano. “Os jovens atores [de Eton] têm muita autoconfiança. Eles sabem que entraram numa escola de topo e essa autoconfiança traduz-se numa presença muito segura no palco”, explica Simon Dormandy, um antigo ator da Royal Shakespeare Company, que foi professor e diretor de teatro em Eton entre 1997 e 2012. “Dormo”, como era conhecido, já deixou a escola. Mas ex-alunos como Redmayne ainda lhe telefonam com frequência para trocar opiniões sobre guiões e trabalho.

PrestÍgio. Há mais de cinco séculos que os “etonians” dão cartas no Reino Unido. E no resto do mundo

PrestÍgio. Há mais de cinco séculos que os “etonians” dão cartas no Reino Unido. E no resto do mundo

Simon Roberts/NB Pictures

Fundado em 1440 pelo rei Henrique VI para educar 70 crianças pobres, Eton College deve a sua fama às famílias da nobreza ou da burguesia endinheirada que logo nos primeiros tempos começaram a mandar para lá os seus filhos. “A primeira função de Eton tem sido, ao longo dos séculos, produzir uma elite dirigente suficientemente formada”, explica Nick Fraser, antigo aluno e autor do livro “The Importance of Being Eton” (A importância de ser Eton). Quando o educador português João de Barros visitou a escola no início do século XX ficou maravilhado: “Eton é na verdade excelente, só que é um colégio de gente nobre e rica”, escreveu no relatório da visita de estudo que fez entre 1907 e 1909 a alguns dos principais liceus públicos e privados da Europa. Barros, futuro ideólogo da pedagogia republicana, elogia a qualidade dos professores ingleses e o método de ensino que privilegia “o rigor, a ordem e a experimentação, mas também o exercício físico, o contacto com a natureza, o divertimento”. “O mestre conversa com o aluno, apresenta-lhe dúvidas, leva o seu espírito a encontrar, a achar naturalmente a solução”, escreveu João de Barros.

Nesse aspeto, pouca coisa mudou no último século. O ensino em Eton College continua a ser de luxo, sustentado em 2015/16 por uma propina anual de 35.721 libras (€48.884) por aluno — um valor-base que é muito superior ao salário médio anual no Reino Unido e ao qual se têm de adicionar várias despesas suplementares com uniformes, lições de música ou viagens de estudo. Cerca de 20 por cento dos estudantes recebem algum tipo de assistência financeira. O colégio também oferece bolsas musicais e subvenções significativas aos 70 melhores alunos — os “King’s Scholars”, assim chamados em honra do fundador, são os únicos com o privilégio de viver no edifício original do colégio. As regalias também incluem, aparentemente, o melhor cozinheiro da instituição.

As aulas têm dez ou pouco mais alunos e são dadas por professores de nível universitário (que vivem no colégio com a família). Os adolescentes dormem em quartos individuais repartidos por 25 casas, cada uma dirigida por um housemaster. Todos os estudantes têm um “tutor”, um professor que acompanha de perto todos os aspetos da vida social e académica do aluno. Além das instalações para teatro, Eton conta com estúdios de artes plásticas, laboratórios de línguas, orquestras, três dezenas de campos desportivos, piscina e o fabuloso centro aquático de Dorney Lake, que em 2012 acolheu as provas de remo dos Jogos Olímpicos de Londres. Em junho passado, a escola inaugurou o Jafar Hall, um edifício de estilo clássico cuja construção custou 18,2 milhões de libras (€24,9 milhões) e vai funcionar como salão de debates. O salão não tem microfones de forma a encorajar os alunos a projetar a voz com naturalidade e a dominar, dessa forma, toda a sala — ou, quem sabe, o país.

Os “Old Etonians” mantiveram ao longo dos séculos uma influência grande na sociedade. A lista de OE famosos publicada no website da escola enumera tantos nomes — incluindo 19 primeiros-ministros, como Gladstone, Balfour ou Eden — que tem várias subdivisões para cada século. Quase quatro dezenas de ex-alunos foram galardoados com a Victoria Cross, a mais alta condecoração militar britânica concedida por “bravura na presença do inimigo”. Escritores como George Orwell, Aldous Huxley e Ian Fleming, poetas como Shelley ou economistas como John Maynard Keynes, por exemplo, estudaram no Eton College. Alguns deles deixaram os nomes gravados nas carteiras ou nas madeiras escuras que ainda hoje suportam as paredes mais antigas do colégio.

Na segunda metade do século passado, a influência de Eton College começara aparentemente a diminuir. Vergada pela pressão modernista e antielitista do Partido Trabalhista, a aristocracia perdeu quase todos os lugares cativos que detinha na Câmara dos Lordes. O próprio Partido Conservador elegeu três primeiros-ministros que foram educados em escolas públicas e certamente não nasceram em berço de ouro: Edward Heath (filho de um carpinteiro e de uma criada), Margaret Thatcher (filha de merceeiro) e John Major (filho de um artista de circo). Nas décadas de 80 e 90, ter a palavra “Eton” no currículo era um embaraço que atrapalhava as aspirações políticas. Em 1990, o “Old Etonian” Douglas Hurd, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, perdeu a corrida para a sucessão de Thatcher precisamente por isso: por ser “Old Etonian”. As pessoas torciam o nariz aos toffs — os figurões das classes altas que pareciam não ter lugar na sociedade mais igualitária e meritocrática promovida por Thatcher. Agora, porém, os “Old Etonians” estão de volta. E em força. “Os OE deveriam ter passado a ser irrelevantes. E no entanto eles têm mais presença e mais poder, agora, do que nunca”, diz o jornalista David Thomas, ele próprio um “Old Etonian”.

Por que razão isso acontece? A escola continua a ser uma fábrica que produz de forma extremamente eficaz jovens superconfiantes, dedicados, encantadores, que são treinados para ter êxito. Ou, pelo menos, treinados para pensar que nenhum sonho ou projeto está fora do alcance deles. Começa desde logo pelo nível do ensino e pelas expectativas impostas aos alunos por cerca de 155 professores (ou beaks, “bicos”, no impenetrável jargão da escola). Há testes quase todas as semanas e exames no final de cada período. Os resultados são públicos e qualquer quebra nas notas dá direito a um puxão de orelhas pelo housemaster. “Em todas as áreas de atividade a competição é enorme. Eton é uma escola muito grande, dura e exigente. Aprendemos a aguentarmo-nos sozinhos sob quaisquer circunstâncias”, diz ainda Thomas.

Método. Harry, tal como o irmão, William, frequentou o famoso colégio, que privilegia a ordem mas também o exercício físico, o divertimento e o contacto com a natureza

Método. Harry, tal como o irmão, William, frequentou o famoso colégio, que privilegia a ordem mas também o exercício físico, o divertimento e o contacto com a natureza

Kirsty Wigglesworth-Pool/Getty Images

Apesar da história de séculos, o colégio tem sabido adaptar-se. As punições corporais foram abolidas ainda na década de 70 (os castigos, hoje em dia, incluem por exemplo escrever 300 linhas do poema épico “Paraíso Perdido”, de Milton; ou ter de acordar mais cedo). Na década seguinte, os alunos mais novos deixaram de ser forçados a servir como criados dos mais velhos (uma atividade que era conhecida como fagging). No livro “The Importance of Being Eton”, Nick Fraser faz referência a incidentes de assédio sexual durante a sua passagem pela escola, nos anos 60. Mas a verdade é que a reputação de Eton College, nesse capítulo, tem-se mantido intacta, ao contrário do que acontece com tantos outros colégios privados britânicos.

Na viragem do século, a escola democratizou igualmente o sistema de admissão. Antigamente muitos aristocratas e membros das classes endinheiradas inscreviam os filhos em Eton logo à nascença. Isso deixou de ser possível. Os candidatos passaram a inscrever-se entre os dez e os 11 anos, apresentam relatórios escolares e fazem um exame aos 11, seguido de uma entrevista. Os examinadores procuram um indefinível something else — uma originalidade, um “algo mais” que faça a diferença. Não basta ser inteligente, esperto ou marrão.

A admissão é condicional, dependente dos resultados que os candidatos alcançarem nos exames nacionais que todas as crianças britânicas fazem aos 13 anos. A concorrência é forte: mais de mil candidatos para cerca de 250 vagas, muitos deles filhos de oligarcas russos ou chineses e outros milionários estrangeiros que contratam a peso de ouro tutores especializados no treino de crianças para as provas em Eton. O colégio continua a colocar um limite ao número de estrangeiros admitidos, mas é indiscutível que a população estudantil é agora mais diversificada do que antigamente. “O Reino Unido está a mudar em termos de estrutura dependente de classes e Eton reflete isso mesmo. Quando andei [no Eton College], o ambiente era bem mais aristocrático. Mas agora a escola tem um sistema de admissão que é muito robusto em termos académicos”, explica o empresário Brent Hoberman, fundador da agência online Lastminute.com.

Segundo Tony Little, diretor do colégio nos últimos 13 anos (2002-2015) e responsável por grande parte destas inovações, Eton é agora “um lugar muito mais diverso, interessante e sensível do que era”. “A escola, tal como o país, mudou imenso nos últimos 30 anos. A sociedade libertou-se de preconceitos e suposições. Acabou a noção de que existe uma classe que nasceu para liderar e governar. Por isso Eton deixou de aceitar as inscrições logo à nascença”. No início do mês, Little cedeu o lugar a Simon Henderson, de 39 anos, um dos mais jovens diretores nos 575 anos da história do colégio.

Christopher Furlong/Getty Images

Para muitos, no entanto, Eton continua a ser um símbolo de tudo aquilo que está errado no Reino Unido: uma força poderosa que perpetua o privilégio, as elites e o snobismo. “Odiei Eton de tal forma que saí depois de um ano. Odiei particularmente a obsessão que existe na escola sobre quem — e não o que — você conhece ou sabe”, diz Dominic Lawson, antigo diretor da revista “The Spectator” e “The Sunday Telegraph” . “A entrada para a ‘Scientific Society’ [um dos vários clubes ou sociedades de alunos], por exemplo, era feita por votos e não por mérito. O que interessava era o networking”. Jornais de esquerda como “The Guardian”, por exemplo, fazem referência frequentemente ao Old Boys’ Network, a rede de influência que une os cerca de 15 mil ex-alunos de Eton College. O início da carreira política de David Cameron deveu-se, aparentemente, à mão amiga de outro “Old Etonian”: o primo Ferdinand Mount, que na década de 80 trabalhara no gabinete da primeira-ministra Margaret Thatcher, terá movido influências para encontrar um cargo na sede nacional do Partido Conservador para o jovem Cameron. Quando ele assumiu a liderança do partido, em 2005, trabalhistas como o antigo vice-primeiro-ministro John Prescott — um antigo empregado em barcos de cruzeiro — alertava para o “perigo” do regresso ao poder da “máfia de Eton”.

Na primeira metade do século XIX, o juiz Henry Matthews publicou um relato de viagens pela Europa — “The Diary of an Invalid, being the Journal of a Tour in pursuit of health” (1820) — que teve enorme êxito na Inglaterra. Num capítulo dedicado a Portugal, Matthews recorda a surpresa agradável que teve no final de um passeio por Sintra: dois “Old Etonians” à espera dele no hotel. “Jantei e passei um serão agradável com um deles — o coronel Ross. Passaram quase 20 anos desde que ele deixou a escola, mas deu para ver que fomos contemporâneos. Mesmo sem se conhecerem uns aos outros, há uma espécie de maçonaria que une os ‘etonians’ e que, sempre achei, os predispõe a serem amigos uns dos outros onde quer que seja que se encontrem”, escreve Matthews.

“A passagem pelo colégio [de Eton] é uma parte importante da nossa vida, que fica para sempre”, diz por sua vez Frank McClintock, proprietário da Quinta do Barranco da Estrada — um boutique hotel com vista para a albufeira de Santa Clara, no Baixo Alentejo. “Os meus amigos da escola estão espalhados pelo mundo inteiro, mas é sempre bom conversar com eles — mesmo que seja de 30 em 30 anos”. Hoje em dia são muito poucos os “Old Etonians” com ligações a Portugal. Martin Essayan, bisneto de Calouste Gulbenkian e atual administrador da Fundação Gulbenkian, estudou no colégio de Eton na década de 70. As gerações mais novas da família Symington, grande produtora de vinhos no Douro, também passaram pelo colégio. “Não me surpreende que haja tantos ‘Old Etonians’ no poder em Inglaterra”, diz McClintock, de 56 anos. “A maioria deles vem de famílias com muito dinheiro. Além disso, a educação em Eton transmite-lhes uma enorme autoconfiança. Essa é a receita para o êxito”. Foi essa mesma autoconfiança incutida no colégio, diz ainda McClintock, que lhe permitiu “chegar a Portugal sem nada e construir um pequeno oásis de turismo rural”.

Texto originalmente publicado na edição de 12 de setembro da Revista E.