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Autoridades turcas evitaram ataque no fim do ano

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ADEM ALTAN/GETTY

Depois da Bélgica, a Turquia diz também ter abortado um atentado para o reveillon. Autoridades turcas detiveram dois suspeitos ligados ao Estado Islâmico, próximo da capital

A polícia turca anunciou esta quarta-feira a detenção de dois suspeitos de planearem um ataque terrorista para os festejos do fim do ano em Ancara.

Os dois indivíduos - com ligações ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) - foram localizados no distrito de Mamak, nos arredores da capital. A polícia encontrou coletes com bombas numa casa, acreditando que poderiam ser usados nos ataques.

“Suspeitamos que poderiam ser membros do Daesh e que preparavam um atentado na capital no Ano Novo”, afirmou à AFP
A Turquia encontra-se em alerta máximo desde o passado dia 10 de outubro, quando ocorreu um duplo atentado suicida durante um protesto na capital, que provocou 103 mortos.

De acordo com os serviços secretos turcos, cerca de três mil pessoas mantêm ligações com o Daesh, havendo também várias “células adormecidas” na Turquia, o que aumenta o receio face um eventual atentado no país.

Na terça-feira, as autoridades belgas anunciaram também a detenção de dois indivíduos que estariam a preparar um atentado para o reveillon em Bruxelas. Foram invocadas “ameaças sérias de atentados em lugares emblemáticos de Bruxelas durante as festas de fim de ano.”

Entretanto, a coligação internacional continua a intensificar os ataques nos redutos do Daesh. O Pentágono anunciou ontem que dez dirigentes do Daesh morreram em bombardeamentos aéreos no Iraque e na Síria.

Entre os mortos encontram-se alguns responsáveis do grupo terrorista que estiveram envolvidos nos atentados de Paris de 13 de novembro, e outros que estariam a preparar futuros ataques nos países do Ocidente.

Após a recuperação do controlo de Ramadi, o primeiro-ministro iraquiano manifestou-se ontem confiante no fim do Daesh no país. “Pretendemos libertar Mossul [dos jiadistas] e isso será o golpe fatal para o grupo terrorista em 2016”, afirmou Haider al-Abadi.