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Guiné-Conacri está livre do vírus de ébola

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Noubia tem 34 dias de vida e fica conhecida como a última paciente de ébola registada pelos Médicos sem Fronteiras em Conacri. Está curada desde dia 16

CELLOU BINANI

Quase dois anos depois, a OMS declara a erradicação da febre hemorrágica no território daquele país da África Ocidental

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

O terceiro país mais flagelado pelo surto de ébola que matou 11.315 pessoas entre março de 2014 e 20 de dezembro de 2015, a Guiné-Conacri, foi declarada livre do vírus pela Organização Mudial de Saúde (OMS).

A Guiné-Conacri, onde morreram 2.500 pessoas, prepara-se para celebrar a ausência de novos casos depois de a Serra Leoa o ter feito em novembro. Na Libéria, onde se declarara em setembro a erradicação da febre hemorrágica, surgiram novos casos.

Um país é declarado livre da transmissão entre humanos uma vez que tenha passado o período de incubação de 21 dias após o último caso conhecido ter dado negativo pela segunda vez. O número total de 11.315 mortes deste surto dividiu-se da seguinte maneira: 4.809 na Libéria, 3.955 na Serra Leoa, 2.536 na Guiné-Conacri, oito na Nigéria, um nos Estados Unidos e seis no Mali. A doença teve um impacto social tremendo nos países afetados da África Ocidental e as Nações Unidas estimam que um total de 6.220 crianças tenham perdido um ou os dois progenitores devido à doença. O impacto no pessoal médico foi igualmente significativo, tendo-se registado mais de 100 mortes entre médicos, enfermeiros e assistentes.

Segundo a BBC, a luta contra a doença foi particularmente difícil na Guiné-Conacri devido ao tempo que levou a ser reconhecida a epidemia enquanto muitos condenavam os países ocidentais e as autoridades guineenses pelo surto. Os serviços de saúde nacionais, objeto de desconfiança por parte de parte da população, tiveram um reforço orçamental de 100% desde que o Presidente Alpha Condé foi reeleito em novembro passado.