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Detidos dois executivos chineses por espalharem rumores sobre o Daesh

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Ambos foram detidos sob acusação de espalharem rumores sobre atentados terroristas. Na semana passada já tinha havido detenções por causa de motivo semelhante

A polícia da cidade de Shenzhen, no sul da China, revelou ter detido dois executivos que alegadamente espalharam rumores sobre a entrada no país de 300 militantes do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

Os dois executivos terão alertado no sábado os funcionários da sua empresa que os jiadistas se dirigiam a Shenzhen, revelou a polícia num comunicado publicado no Weibo, o Twitter chinês.

Ambos foram detidos sob acusação de espalharem rumores sobre atentados terroristas, lê-se na mesma nota, citada pelo jornal oficial "Global Times".

Na semana passada, um outro caso em Shenzhen envolveu a detenção de sete pessoas pelo mesmo motivo, incluindo uma rapariga de 17 anos.

Durante o período natalício, Pequim decretou o alerta amarelo de segurança, depois da embaixada dos Estados Unidos ter emitido um comunicado sobre "possíveis ameaças" contra "ocidentais" no bairro de Sanlitun, centro de diversão noturna da capital.

"Apela-se aos cidadãos norte-americanos que reforcem a vigilância", lê-se no comunicado, reproduzido mais tarde pelas embaixadas de vários países europeus.

O alerta amarelo é o segundo mais alto de um sistema de cores que inclui ainda o verde, laranja e vermelho, por ordem progressiva.

Apesar de um ataque suicida ter provocado cinco mortos na praça de Tiananmen, em outubro de 2013, atentados terroristas são raros nas grandes cidades chinesas do litoral, sendo que a maioria ocorre em Xinjiang, uma região de maioria muçulmana, no nordeste do país.

Com uma área quase 18 vezes maior que Portugal e com cerca de 23 milhões de habitantes, Xinjiang é rico em petróleo e recursos minerais, e umas das regiões chinesas mais vulneráveis ao separatismo.