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Internacional

Dani Dayan, o embaixador que divide Brasil e Israel

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Israelitas ameaçam mesmo desvalorizar as relações com o Brasil devido a este caso diplomático

Israel avisou o Brasil que irá secundarizar as relações entre ambos os países caso o regime da presidente Dilma Rousseff persista no não reconhecimento de Dani Dayn como embaixador israelita em Brasília.

Dayan – que entre 2007 e 2013 presidiu ao Conselho Yesha, grupo que representa os colonatos judaicos nos territórios ocupados da Palestina - foi nomeado como embaixador há quatro meses para suceder Reda Mansour, que abandonou Brasília na semana passada sem ter a sua substituta reconhecida.

“O Estado de Israel relegará as relações diplomáticas com o Brasil para um nível secundário caso a nomeação de Dani Dayan não seja confirmada”, afirmou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Hotovely, falando para o canal israelita 10 TV.

Os responsáveis brasileiros não deram indicações se vão ou não reconhecer a nova embaixadora, mas um alto responsável do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que falou à agência Reuters sob anonimato, declarou: “Eu não vejo isso a acontecer”.

Os colonatos judaicos são considerados ilegais pela lei internacional e o Brasil é um dos países que os tem condenado.

A nomeação de Dayan suscitou desagrado entre forças políticas de esquerda no Brasil, que têm pressionado Dilma para não a reconhecer.