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Atentado suicida em Cabul faz um morto e 13 feridos

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O atentado suicida deu-se num carro armadilhado junto do aeroporto de Cabul

HEDAYATULLAH AMID / EPA

O ataque com um carro armadilhado ocorreu numa das entradas do aeroporto de Cabul, usada pelos militares da NATO e das forças da coligação

Um atentado suicida em Cabul, no Afeganistão, esta segunda-feira de manhã, fez pelo menos um morto e 13 feridos, segundo informaram as autoridades afegãs. O ataque foi feito com um carro armadilhado que explodiu perto de uma das entradas do aeroporto de Cabul.

Segundo o ministro do Interior do Afeganistão, citado pela Al-Jazeera, a explosão ocorreu junto de uma das entradas do aeroporto, usada pelos militares da NATO e das forças da coligação. O ataque já foi reinvidicado pelos talibãs.

O responsável pela polícia em Cabul, Abdul Rahman Rahimi, informou que entre os 13 feridos estão três mulheres e que o objetivo do ataque era gerar o medo entre a população.

O número de ataques dos talibãs no Afeganistão tem vindo a aumentar e apesar de o inverno ser uma altura em que o número de ataques normalmente diminui, este ano isso não se verificou, sublinha a Al-Jazeera.

O atentado desta segunda-feira surge um dia depois de Raheel Sharif, chefe das forças armadas do Paquistão, ter estado em Cabul para conversações de paz com os talibãs.

“Ambos os lados acordaram que a primeira ronda de diálogo entre o Afeganistão, Paquistão, Estados Unidos e China irá ocorrer em janeiro, visando a elaboração de um esboço de um roteiro para a paz”, segundo um comunicado divulgado pela presidência afegã, citado pela Al-Jazeera, depois desse encontro.

No início do mês de dezembro, outro atentado suicida junto à base aérea de Bagram, perto de Cabul, levou à morte de seis soldados norte-americanos e deixou três feridos; e um ataque ataque perto da embaixada de Espanha em Cabul, a 11 de dezembro, provocou vários feridos.

As forças afegãs têm estado a tentar travar os avanços dos talibãs, que recentemente reinvidicaram a ocupação do distrito de Sangin, no sul da província afegã de Helmand, um local estratégico devido à passagem das rotas do comércio de ópio.

Em outubro, o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou que as tropas norte-americanas irão permanecer no Afeganistão, apesar de inicialmente ter considerado fazer regressar as forças militares antes do fim do seu mandato.