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É oficial: acabou a epidemia de MERS na Coreia do Sul

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KIM HONG-JI/ REUTERS

A Síndrome Respiratória do Médio Oriente causou a morte de 38 pessoas naquele país. Durante a epidemia, mais de 16 mil pessoas foram isoladas para evitar o contágio

A Coreia do Sul anunciou esta quarta-feira o final da epidemia de Síndrome Respiratória do Médio Oriente (também conhecida por MERS-CoV, do inglês “Middle-East Respiratory Syndrome”). A notícia é formalizada pelo Ministério da Saúde sul-coreano, um mês depois de o último paciente infetado ter falecido, conforme as regras internacionais preveem.

Desde maio, a MERS-CoV infetou 186 pessoas na Coreia do Sul, acabando por matar 38 doentes. No decorrer da epidemia mais de 16 mil pessoas foram isoladas em casa ou nos hospitais para evitar o contágio.

Uma das causas que explicam a disseminação da doença é o hábito dos sul-coreanos visitarem frequentemente entes próximos que estejam hospitalizados.

Taxa de mortalidade de 40%

A MERS-CoV é uma doença transmitida por um vírus da família dos coronavírus que foi identificado pela primeira vez em 2012, na Arábia Saudita, e causa a morte de 40% dos infetados.

A doença tem incidência sobretudo em países da Península Arábica, como a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuweit e Iémen, mas também noutros países da região do Médio Oriente como Jordânia e Líbano. Há também registo de casos isoladas na Alemanha, Inglaterra e Suíça.

Transmissão entre humanos é rara

Acredita-se que o vírus tenha origem nos morcegos, que por sua vez o transmitem a outros animais, como os camelos. No caso do Médio Oriente, a proximidade destes animais com as pessoas é a principal causa de transmissão, sendo a transmissão entre humanos rara.

O vírus manifesta-se nos humanos de forma agressiva, podendo chegar a evoluir para uma pneumonia viral. Começando a multiplicar-se nos brônquios, o vírus provoca uma infeção respiratória e o doente sente dores musculares, fadiga, tosse, falta de ar e febre.