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Casal britânico clona cão que morreu em junho

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Dylan era um boxer que morreu em junho deste ano. Os donos decidiram que queriam ter parte do cão de volta e decidiram clonar o animal. Agora, vão nascer dois cachorros com semelhanças físicas e traços de personalidade parecidas com as de Dylan

Dylan “era como um filho”. Era um cão boxer que morreu no passado mês de junho. Os donos, que moram no Reino Unido, quiseram ter parte do fiel companheiro de volta e, por isso, foram até à Coreia do Sul para clonar o animal. Nos próximos dias deverão nascer não um, mas dois cachorros com parecenças físicas e traços de personalidade muito semelhantes aos de Dylan.

“Eu tratei-o tanto como um filho, era o meu bebé, o meu filho, o meu mundo”, conta Laura Jacques, dona de Dylan ao jornal britânico “The Guardian”.

Depois de ver um documentário sobre uma fundação que estava a oferecer a um britânico a clonagem do seu animal de estimação, Laura entrou em contacto com a Sooam Biotech Research Foundation, uma organização sem fins-lucrativos com sede em Seul, na Coreia do Sul. A partir desse momento, a dona de Dylan soube que queria fazer.

Quando Dylan morreu em junho, devido a um tumor no cérebro, Laura e o companheiro, Richard Remde, recolheram uma amostra de ADN do animal. Richard voou quase de imediato para a Coreia do Sul. Após uma primeira tentativa falhada, foi necessário uma nova amostra e uma nova viagem. Depois chegaram as boas notícias.

“Não queríamos acreditar, estávamos em choque e ao mesmo tempo em êxtase. As minhas pernas pareciam gelatina”, relembrou a dona. Laura e Richard Remde estão agora em Seul, à espera que os novos companheiros cheguem ao mundo. “Será como ter cinco Natais de uma só vez”, assegurou o dono.

O casal gastou cerca de 90 mil euros por cada cachorro. O primeiro cão deve nascer no dia 26 de dezembro (data em que os britânicos celebram o feriado do “Boxing Day”), enquanto o segundo nascerá a 27.

Atualmente, só a clonagem de humanos e animais de quinta está legislada. Segundo o “The Guardian” relativamente às restantes espécies há um espaço em branco.

Amostra recolhida 12 dias após a morte de Dylan

O procedimento para clonar animais como Dylan passa por colocar o AND num óvulo canino “em branco”, cujo núcleo foi removido, explica o “The Guardian”. Em seguida, são dados choques elétricos ao óvulo para estimular a divisão das células e posteriormente implantá-las numa cadela. Este é um procedimento que a Sooam já repetiu mais de 700 vezes, sendo considerada a número um no mundo em clonagem canina.

Se Laura Jacques e Richard Remde estão entusiasmados com a chegada dos novos cachorros, o mesmo acontece com os cientistas do laboratório, pois esta é a primeira vez que que nascem clones de uma amostra de ADN recolhida tão tarde (passaram 12 dias entre a morte de Dyalan e a recolha da amostra).

“Este é primeiro caso que temos no qual as células foram tiradas de um cão tanto tempo após a sua morte. Espero que isto nos permita estender o tempo máximo que temos para retirar as células”, explicou ao “The Guardian” David Kim, um dos cientistas.

“Seguimos a ética animal no laboratório. Temos uma inspeção governamental e exterior ao laboratório, bem como um quadro de conselheiros. Estão estipulados regulamentos rígidos. Por exemplo, não implementamos mais do que uma vez óvulos na mesma cadela”, acrescenta.

Apesar da enorme semelhança entre Dylan e os novos cachorros, não será como ter o mesmo cão. Têm o mesmo ADN mas o dador de óvulo é diferente, bem como o útero onde o embrião passará o período de gestação.