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Erdogan: rebeldes curdos serão “enterrados nas sepulturas que cavaram”

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SEDAT SUNA/EPA

Os combates entre as forças turcas e o PKK têm decorrido cada vez mais intensamente nos centros urbanos, obrigando milhares de pessoas a fugir

As operações militares turcas no sudeste do país causaram a morte de 115 rebeldes curdos na última semana, anunciou a agência de notícias estatal turca Anadolu.

A maioria das mortes ocorrereu na província Sirnak, nas cidades Cizre e Silopi, que estiveram ambas sujeitas a um ataque que durou 24 horas e causou 98 vítimas entre os rebeldes.

O Governo turco disse que militantes ligados ao ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) colocaram engenhos explosivos, cavaram valas e trincheiras naquelas áreas, acrescentando que iriam intervir no sentido de “limpar” a região de rebeldes.

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, declarou que as operações contra a a “organização terroristas” vão continuar e que estes “vão ser enterrados nas sepulturas que cavaram”.

Em Cizre, colunas de fogo foram vistas de áreas residenciais para onde se haviam dirigido helicópteros militares e veículos blindados. Habitantes referiram que se ouvia o som dos tiros e bombardeamentos esporádicos nas ruas.

Na província oriental de Bitlis, morreram dois soldados e seis ficaram feridos. A agência de notícias indicou ainda que desde o fim do cessar fogo de dois anos, em julho, mais de 200 soldados morreram.

Os combates entre as forças turcas e o PKK, incluindo a sua ala jovem, têm decorrido cada vez mais em centros urbanos, obrigando ao deslocamento de milhares de pessoas do sudeste do país.