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Internacional

China critica a Europa por “ameaçar” a Rússia

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“A China opõe-se ao uso de sanções ou às ameaças de sancionar nas relações internacionais”

A China criticou esta terça-feira a União Europeia (UE) por prolongar por seis meses as sanções económicas impostas à Rússia, na sequência da guerra separatista no leste da Ucrânia, instando ambas as partes ao "diálogo político".

"A China opõe-se ao uso de sanções ou às ameaças de sancionar nas relações internacionais", disse o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Hong Lei, durante uma conferência de imprensa em Pequim.

O Conselho da UE aprovou nesta segunda-feira o trâmite legal necessário para voltar a prolongar por meio ano as sanções impostas à Rússia em julho de 2014.

Estas medidas estão vinculadas à aplicação dos acordos de paz de Minsk, assinados na capital da Bielorrússia entre o executivo de Kiev e os separatistas pró-russos, e que incluem um cessar-fogo e a devolução da gestão da fronteira leste do país a Kiev. "Acreditamos que o diálogo político é a única forma de sair da atual crise na Ucrânia", assinalou Hong.

O porta-voz chinês apelou a todas as partes implicadas no conflito para que cumpram "plenamente" com os acordos de Minsk e para que "permaneçam comprometidos com o desenvolvimento e melhoria das relações".

As sanções impostas pela UE à Rússia em julho de 2014, e que foram prolongadas pela primeira vez em junho passado, afetam as áreas da defesa e mercado de capitais e limitam as vendas de produtos de uso diário e tecnologias sensíveis.