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Diz o homem mais odiado dos EUA: “O Governo quis encontrar qualquer coisa que me parasse”

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O CEO da Turing Pharmaceuticals foi detido na passada quinta-feira por suspeitas de fraude financeira

Lucas Jackson / Reuters

Para Shkreli, o CEO que ficou conhecido depois de aumentar em 5000% o preço de um medicamento para a SIDA, os motivos para a sua detenção não são transparentes. O empresário argumenta que tudo se deve à polémica que o tornou famoso e à sua atitude incómoda enquanto figura pública

Martin Shkreli tornou-se conhecido pelas piores razões em setembro deste ano, altura em que comprou os direitos de venda de um medicamento e decidiu aumentar o seu preço em 5000%, ou seja, de 13,5 para 750 dólares (ou de 12 para 665 euros). Agora, o presidente da farmacêutica Turing Pharmaceuticals argumenta que a sua detenção, que aconteceu na semana passada tendo por base suspeitas de fraude financeira, se deveu, na verdade, ao aumento de preço do medicamento, noticia o “Wall Street Journal”.

Shkreli que já foi apelidado pela BBC como “o homem mais odiado dos Estados Unidos” e a quem Donald Trump chamou “menino mimado” foi detido na quinta-feira dia 17 por suspeitas de fraude financeira. As autoridades norte-americanas consideram que o empresário terá pago dívidas de um fundo de investimentos que detém, o MSBM Capital Management, com ações de uma empresa que fundou e até quinta-feira dirigia, a Retrophin.

No entanto, Shkreli está convicto de que o verdadeiro motivo da sua detenção se prende com a polémica que o colocou nas capas dos jornais. Ao jornal norte-americano, justifica a sua suspeita: “A atitude do Governo foi de tentar encontrar qualquer coisa que me parasse”. Shkreli acrescenta na mesma entrevista que a detenção se baseia em motivos “injustos” como a sua atitude pública e o hábito de publicar mensagens online polémicas (quando Hillary Clinton expressou, através do Twitter, a sua preocupação com o aumento do preço do medicamento, Shkreli respondeu simplesmente: “lol” - e este é só um de muitos exemplos).

Shkreli foi detido na passada quinta-feira na sua casa em Manhattan, Nova Iorque, pelas autoridades norte-americanas. No entanto, o multimilionário foi libertado após ter pago a fiança de cinco milhões de dólares. Se for considerado culpado, Shkreli enfrentará um período atrás das grades que pode chegar aos vinte anos.

No sábado passado, o empresário usou a sua conta do Twitter para defender a sua inocência:

No entanto, o seu porta-voz já veio dizer entretanto que a conta da rede social de Shkreli foi atacada por hackers, o que pode explicar as últimas mensagens. Nelas, o CEO promete doar o seu dinheiro a instituições de caridade, antes de que seja preso, e chega mesmo a anunciar: “Agora, sou um Deus”.