Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Principais candidatos já votaram em Espanha. “Que ninguém fique em casa”

  • 333

O candidato do Podemos, Pablo Iglesias, a votar nas eleições gerais espanholas

PIERRE-PHILIPPE MARCOU/AFP/Getty Images

Mariano Rajoy (PP), Pedro Sánchez (PSOE), Pablo Iglesias (Podemos), Albert Rivera (Ciudadanos) e Alberto Gárzon (Unidad Popular) já exerceram o seu direito de voto. Mais de 36 milhões de eleitores podem ir este domingo às urnas para escolher o novo Governo espanhol, numas eleições em que se prevê o fim do bipartidarismo. “Já cheira a mudança”

Albert Rivera, candidato pelo Ciudadanos, foi o mais madrugador dos líderes dos cinco principais partidos. Dirigiu-se ao colégio de Santa Marta de L'Hospitalet de Llobregat, em Barcelona, e deixou a sua cruz. O candidato votou ainda antes das 10h30 espanholas (9h30 em Lisboa).

“Hoje é um dia importantíssimo para a democracia espanhola”, sublinhou à saída, citado pelo “El País”. “Estamos a viver momentos históricos, uma segunda transição democrática, uma nova era.” E apelou à participação em massa dos espanhóis, relembrando que “nunca aconteceram mudanças com uma participação baixa.” Ainda assim, garantiu: “Espanha vai mudar esta noite, aconteça o que acontecer, ganhe quem ganhar.”

Também o candidato da Unidad Popular Alberto Garzón decidiu ir cedo às urnas, na vila Rincón de la Victoria (Málaga).

Já Pablo Iglesias, do Podemos, votou mais tarde no liceu Tirso de Molina, no bairro de Vallecas (Madrid), sendo recebido à entrada com vivas (“Presidente!”) e com o grito do seu partido (“Sim, podemos!”). Iglesas realçou que Espanha “está a viver uma nova transição” e que a história do país irá mudar depois destas eleições gerais - haverá “um antes e um depois” para a democracia espanhola.

“Os cidadãos vão dar uma lição de democracia”, disse o candidato, acrescentando que “nestas eleições todos os votos contam”. O Podemos ainda não tem representação parlamentar no Congresso dos Deputados (apenas tem a nível regional e municipal), mas as últimas sondagens apontam para a possibilidade de constituir um grupo parlamentar superior a 60 elementos.

“Votar é o ato mais democrático de todos”

“Aquilo que podemos esperar de uma jornada como esta - e o que todos desejamos - é que participe o maior número de pessoas possível, porque se trata de uma decisão muito importante, na qual toda a gente vota livremente e com suficiente conhecimento de causa”, declarou o atual líder do Governo e candidato à reeleição pelo PP. Mariano Rajoy votou esta manhã, às 10h30, na assembleia eleitoral de Aravaca, em Madrid.

Ao lado da sua mulher, Elvira Fernández, Rajoy avançou que este domingo “está a votar muita gente”, sublinhando que este “é o ato mais democrático de todos.”

Pedro Sánchez, secretário-geral do PSOE, considerou que estas eleições são uma “jornada histórica” que podem trazer mudança. “Estamos numa jornada histórica, cheira a mudança e, honestamente, creio que precisamos de Governos que pensem na maioria dos espanhóis. Por isso, que ninguém fique em casa.”

O candidato do PSOE falava após ter votado em Pozuelo de Alarcón, no município de Madrid. Os espanhóis, disse, decidem hoje “o futuro, não apenas dos próximos anos, mas das próximas gerações.”

Mais de 36 milhões de eleitores têm uma palavra a dizer nas eleições gerais espanholas deste domingo. De acordo com as previsões, o PP de Mariano Rajoy deverá ser a força política mais votada, mas não deverá conseguir maioria absoluta nem suficiente para acordos com pequenos partidos regionais ou nacionalistas. Com a 'intromissão' de novos partidos, o Parlamento deverá ser mais fragmentado e a realização de alianças é um cenário bastante provável, colocando assim um ponto final ao bipartidarismo.