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Espanha vai a votos. O que prometem o PP e PSOE?

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DEBATE. O líder do PP e atual primeiro-ministro, Mariano Rajoy (à direita) e o líder socialista, Pedro Sanchez (à esquerda) antes do debate televisivo da noite desta segunda-feira

JUAN MEDINA/REUTERS

Este domingo, os espanhóis são chamados às urnas para escolher o novo parlamento, naquelas que poderão ser as eleições mais renhidas das últimas quatro décadas

As medidas económicas dominam os programas dos partidos tradicionais (PP e PSOE) para as eleições gerais de domingo em Espanha, sobretudo quanto a impostos e reforma do mercado laboral.

O PP de Mariano Rajoy (direita, no poder) quer "aprofundar a reforma fiscal", propondo uma redução do imposto sobre o rendimento. Os "populares" prometem reduzir a taxa máxima de IRS para 43% (três pontos percentuais abaixo do atual máximo). Por outro lado, também pretende deixar a taxa mínima nos atuais 17% (anulando a subida de dois pontos que estava prevista para o próximo ano).

Mariano Rajoy também anunciou em comício que vai dar uma isenção do pagamento de IRS para quem continue a trabalhar depois da idade da reforma (65 anos) e uma isenção por um ano para os desempregados que encontrem trabalho.

O PP propõe-se, ainda, criar um Fundo de Capitalização para os trabalhadores (comparável ao sistema austríaco), o qual pode ser acedido em caso de despedimento, mobilidade geográfica, formação ou reforma.

No sector elétrico, o partido do Governo quer congelar os custos da fatura que dependem do poder político, ao mesmo tempo que lida com o défice tarifário elétrico espanhol.

Já o PSOE, quer reformular o IRS espanhol em 2017, bem como o imposto sobre as empresas e o imposto sobre o património. A ideia é cobrar impostos sobre a riqueza real de uma pessoa em vez de apenas contabilizar o rendimento salarial. No entanto, o programa socialista não concretiza esta ideia, apenas a remete para um estudo a ser feito por uma comissão de especialistas.

Quanto ao IVA, quer baixá-lo para 10% na Cultura e exigir perante a União Europeia uma redução para 4%. Também cria cinco novos impostos: sobre as emissões de CO2, sobre as emissões de protóxido de azoto (N2O), sobre as emissões dos veículos motorizados, resíduos industriais perigosos ou tóxicos e sobre resíduos de embalagens e sacos plásticos.

O partido de Pedro Sánchez também quer revogar a reforma laboral aprovada pelo PP na última legislatura, ainda que mantenha a indemnização por despedimento sem justa causa nos 33 dias por cada ano de trabalho (20 dias por cada ano no caso de despedimento por motivos económicos) até que se negoceie um novo Estatuto dos Trabalhadores. O PSOE quer, ainda, subir o salário mínimo espanhol para 1000 euros.

No campo político, os socialistas querem tornar obrigatórias as eleições primárias nos partidos para escolha do candidato a primeiro-ministro, algo que o PSOE já faz.

Cerca de 36 milhões de eleitores espanhóis deverão exercer este domingo o seu direito de voto.