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“Um grande passo em frente”. Cameron otimista em relação à permanência na UE

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O primeiro-ministro britânico mostrou-se optimista sobre o acordo que deseja fechar até dia 18 de fevereiro

YVES HERMAN

O acordo entre Cameron e os restantes líderes europeus parece estar bem encaminhado. As declarações do presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, vão ao encontro das do governante britânico e referem um “debate positivo”

David Cameron está satisfeito com os progressos nas negociações sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia e disse-o aos jornalistas esta sexta-feira, depois de muitas horas de conversação em Bruxelas, onde garante que foi dado “um grande passo em frente”.

O primeiro-ministro britânico esteve reunido com os seus homólogos europeus e fez uma apresentação de 40 minutos sobre os seus pontos de vista. À saída, Cameron revelou ter conquistado o apoio dos restantes líderes para levar a cabo reformas substanciais no quadro europeu, mostrando-se “confiante” em que haja “espaço para acordo”.

No entanto, o chefe do Executivo britânico aproveitou para sublinhar que uma solução “legalmente vinculativa e irreversível”, não vai ser fácil e terá de ser enquadrada numa mudança do Tratado da União Europeia. O processo poderá significar uma corrida contra o tempo, uma vez que Cameron deseja que o assunto esteja resolvido até 18 de fevereiro, data da próxima cimeira europeia.

David Cameron revelou ainda que também se registaram progressos em relação à vontade do seu Governo de suspender, por quatro anos, os benefícios recebidos pelos imigrantes que trabalham no país. “Foi uma discussão muito substancial e em grande detalhe sobre todas as áreas que abordei”, garantiu Cameron aos jornalistas.

“Um debate positivo”, garante Tusk

As declarações de Cameron foram corroboradas pela chanceler alemã, Angela Merkel, que à saída da mesma reunião, assegurou que a Alemanha está preparada para avaliar uma mudança nos tratados europeus. Já o presidente francês, François Hollande, mostrou-se mais cauteloso, recordando que “os níveis de migração que dos últimos tempos não têm precedentes e representam pressão sobre as comunidades e serviços públicos”.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, também se manifestou sobre os resultados deste “debate positivo”. De acordo com Tusk, que considerou a reunião “substancial e construtiva”, “os líderes europeus mostraram quais as suas preocupações mas também mostraram disponibilidade para chegar a um compromisso”.